Feijão carioca cai e produtores avaliam armazenagem
Colheita da 3ª safra pressiona preço do feijão carioca
Foto: Pixabay
O feijão carioca mantém a trajetória de desvalorização nos primeiros dias de agosto, segundo o Cepea. O movimento ocorre com o avanço da colheita das áreas irrigadas da terceira safra, que aumenta a oferta e mantém os preços pressionados.
De acordo com o Centro de Pesquisas, as quedas mais expressivas continuam concentradas nos lotes de melhor qualidade. Os preços dos grãos intermediários também registram recuos no período.
A continuidade das baixas tem deixado os compradores mais cautelosos e começa a mudar a estratégia dos produtores. Segundo o Cepea, nas últimas semanas predominava a busca por vendas mais rápidas para garantir liquidez.
Com a redução das margens, porém, mais vendedores passaram a considerar o armazenamento da produção como alternativa. A estratégia pode permitir que o produtor aguarde condições de mercado mais favoráveis antes de comercializar os grãos.

Ainda assim, pesquisadores do Cepea ressaltam que parte dos produtores continua precisando de recursos em caixa. Essa necessidade mantém a oferta disponível e contribui para a pressão sobre as cotações do feijão carioca.
O cenário, portanto, combina aumento da disponibilidade com maior cautela dos compradores e mudanças na postura dos vendedores. Enquanto produtores com maior necessidade financeira seguem comercializando, outros começam a avaliar a possibilidade de armazenar a produção.












