China e EUA podem elevar procura por boiadas no fim do ano
elipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, avalia que a preparação dos frigoríficos para atender os dois mercados deve aumentar a procura por boiadas e dar novo impulso à arroba.
A preparação dos frigoríficos para atender China e Estados Unidos pode aumentar a procura por boiadas e reforçar a sustentação dos preços do boi gordo nos últimos meses de 2026. A avaliação é de Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, durante entrevista ao programa Mercado Pecuário, da última quarta-feira (30/9).
Segundo Fabbri, tradicionalmente, no fim do ano, a indústria começa a se preparar para atender a cota dos Estados Unidos do ano seguinte. Em 2026, porém, esse movimento pode ganhar o reforço da demanda chinesa. “É um estímulo à procura por boiadas por dois mercados internacionais muito fortes, que são Estados Unidos e China”, afirmou.
O analista também observa que o histórico das exportações brasileiras é favorável no segundo semestre e considera a China um fator importante para a demanda. Nesse ambiente, as exportações podem favorecer uma retomada da procura dos frigoríficos, principalmente por boiadas mais jovens, no fim do ano.

Exportações podem dar força à arroba
Esse aumento potencial da demanda externa é um dos fundamentos que sustentam uma perspectiva de preços mais firmes. Fabbri lembrou que os contratos futuros na B3 trabalhavam com referências entre R$ 380/@ e R$ 385/@ e avaliou que o patamar de R$ 380/@ é possível. “Os R$ 380 não seria nenhum absurdo da gente enxergar acontecendo”, disse.
A concretização desse cenário, porém, não depende apenas das exportações. Fabbri cita a oferta mais curta de animais como outro fator favorável, enquanto câmbio, demanda doméstica, margem dos frigoríficos e capacidade da indústria de pagar mais pela arroba serão determinantes para a intensidade de uma eventual valorização.
Durante o Mercado Pecuário, o analista também falou sobre o comércio interestadual de bovinos, confinamento, mercado de reposição e as perspectivas para oferta e demanda até o fim do ano.
Assista à entrevista completa abaixo:














