Bezerro segue subindo, deteriorando a troca dos terminadores
A troca entre o bezerro de 200 kg e o boi gordo de 18,94 arrobas encerrou maio/26 em 1,98 cab/cab na média nacional, um recuo de 2,49 porcento sobre abril/26, informa a Agrifatto
Com o preço do boi gordo em baixa e o bezerro em alta nominal recorde, a relação de troca se deteriorou para os recriadores/invernistas.
Segundo dados da Agrifatto, a troca entre o bezerro de 200 kg e o boi gordo de 18,94 arrobas encerrou maio/26 em 1,98 cabeças por cabeça na média nacional, um recuo de 2,49% em relação a abril/26.
No acumulado de 2026, o indicador acumula queda de 14,66%, permanecendo 13,98% abaixo da média histórica, o que sinaliza margens persistentemente apertadas para o terminador, alertam os analistas da Agrifatto.
A consultoria relembra que o mês de maio foi marcado por movimentos opostos entre os segmentos de boi gordo e reposição.
Na ponta da engorda, a arroba registrou queda de 2,31% no comparativo mensal, encerrando maio com média nacional de R$ 340,78/@, relata a Agrifatto.
“O principal fator foi o aumento da oferta de animais terminados, que se traduziu em escalas de abate mais alongadas, atingindo 8 dias úteis na média nacional”, observa a consultoria.
No mercado de reposição, o bezerro encerrou maio com valorização de 0,19% frente a abril, alcançando R$ 3.255,20 por cabeça (R$ 500,80/@), o maior patamar da série histórica.
Na 22ª semana do ano, o quilo do bezerro acumulava alta anual de 23,2%, sinalizando uma retomada consistente de preços nesse segmento, ressalta a Agrifatto.

Previsão para o curto prazo
O mercado futuro do boi gordo sinaliza relativa estabilidade para o curto prazo, sem recuperação expressiva da arroba, enquanto o bezerro deve seguir sustentado em patamares elevados, prevê a Agrifatto.
“Nesse cenário, a relação de troca deve permanecer abaixo da média histórica, mantendo o custo de reposição como principal desafio para o terminador no início do segundo semestre do ano”, acrescenta a consultoria.











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