Contratos futuros do boi gordo registram nova rodada de valorização
Avanço das cotações refletem fundamentos mais firmes após ruídos ocasionados pelo início das medidas de salvaguarda impostas pela China
Impulsionado pela percepção de oferta restrita de animais prontos no curto e médio prazos, o mercado futuro do boi gordo continua em ritmo de recuperação na bolsa paulista B3.
No pregão da última sexta-feira (20/3), o contrato de curtíssimo prazo (março/26) subiu 1,71% em relação à sexta-feira anterior (13/3), atingindo R$ 353,45/@, informa a Agrifatto.
Por sua vez, o vencimento de abril/26 apresentou alta semanal de 2,74%, fechando a R$ 354,95/@. Já o papel para entrega em maio/26 registrou forte valorização de 3,32%, encerrando o pregão a R$ 352,90/@.
O único vencimento que ainda apresenta deságio em relação ao mercado físico é o de julho/26, com diferença de R$ 1,57 abaixo das cotações atuais.
Segundo a Agrifatto, o mercado futuro do boi gordo segue precificando um cenário típico de safra.

“Esse comportamento (de alta dos preços futuros) reflete a leitura de que os entraves nas exportações relacionados às medidas de salvaguardas da China já foram absorvidos, dando espaço a fundamentos mais consistentes de alta”, justifica a Agrifatto, acrescentando: “O encerramento da terceira semana de março/26 evidenciou uma postura otimista para o mercado futuro do boi gordo, apresentando ágio (em relação ao valor de balcão) de R$ 4,18/@ no contrato de abril/26 e R$ 2,13/@ no papel com vencimento em junho/26”.
Os analistas da consultoria ressaltam que a retenção estratégica de animais gordos no campo por parte dos pecuaristas brasileiros, aliada à melhora no escoamento interno, tende a sustentar a tendência de alta da arroba no médio prazo.








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