Frísia reforça planejamento e gestão de custos para a safra 2026/2027 no Tocantins
Com expectativa de até 42 mil hectares de soja assistidos, cooperativa orienta produtores sobre eficiência no uso de insumos e estratégias para manter a competitividade
Com a abertura da janela de plantio da soja em 1º de outubro, os cooperados da Frísia Cooperativa Agroindustrial no Tocantins iniciam a safra 2026/2027 com atenção ao planejamento das lavouras, à gestão dos custos de produção e ao aproveitamento dos recursos disponíveis nas propriedades. A expectativa da cooperativa é prestar assistência técnica a uma área entre 40 mil e 42 mil hectares de soja no estado.
Nesta temporada, o cenário exige decisões criteriosas, especialmente diante das variações nos preços dos insumos agrícolas e da necessidade de conciliar investimentos e rentabilidade. Entre os principais pontos de atenção estão os fertilizantes, cuja relação de troca apresentou aumento de aproximadamente 10% em comparação com a safra anterior, considerando fatores como câmbio, preços dos grãos e custos dos produtos.
Segundo Moacir, coordenador Comercial da Frísia no Tocantins, o momento reforça a importância de avaliar as necessidades de cada propriedade antes de definir os investimentos na lavoura.
“Os produtores estão ajustando os investimentos, principalmente em adubação, levando em consideração as análises de solo e os nutrientes que já estão disponíveis. Esse planejamento permite avaliar melhor o uso dos insumos e buscar um custo de produção mais equilibrado”, explica.
A análise do solo é uma das ferramentas utilizadas nesse processo, pois permite identificar as condições nutricionais das áreas cultivadas e orientar a aplicação de fertilizantes de acordo com as necessidades da cultura. O acompanhamento técnico também contribui para decisões mais precisas, considerando o histórico produtivo e as características de cada propriedade.
Planejamento técnico e eficiência no campo
Além dos custos, o calendário agrícola é outro fator considerado pelos produtores. A distribuição das chuvas influencia o avanço do plantio da soja e o planejamento das culturas que poderão ser cultivadas na segunda safra, como milho, sorgo e feijão-mungo.
Para Moacir, a assistência técnica tem participação importante na identificação de alternativas que favoreçam o desempenho das lavouras sem necessariamente representar novos investimentos.
“Nosso compromisso é oferecer uma assistência técnica de qualidade, considerando as necessidades e particularidades de cada propriedade. Buscamos orientar o cooperado para que aproveite melhor os recursos disponíveis, tome decisões mais assertivas e alcance bons resultados com equilíbrio nos custos de produção”, destaca.

A orientação envolve o acompanhamento das condições de solo, o manejo das culturas e a avaliação das práticas adotadas pelos cooperados, buscando conciliar eficiência produtiva e viabilidade econômica.
Mesmo diante de um cenário que exige maior atenção aos investimentos, a área de soja assistida pela Frísia no Tocantins deve permanecer estável. De acordo com Moacir, não foram identificadas reduções expressivas nas áreas previstas para o cultivo, embora os produtores estejam mais criteriosos quanto à abertura de novas áreas.
Com a manutenção da área assistida entre 40 mil e 42 mil hectares, a Frísia segue acompanhando os cooperados ao longo do ciclo produtivo, com orientações voltadas ao planejamento, à utilização eficiente dos insumos e à busca por resultados sustentáveis na atividade agrícola.











