Spot permanece estável em meio à menor demanda por derivados

Com o objetivo de atualizar os leitores sobre os principais movimentos do mercado lácteo, o MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, traz um panorama quinzenal com os acontecimentos mais relevantes de preços no setor.

Spot permanece estável em meio à menor demanda por derivados
ilustrativa

Preços internacionais: o 408º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou alta de 1,5% no GDT Price Index, com preço médio de USD 3.815/tonelada. Este cenário indica uma recuperação nas cotações internacionais dos lácteos, sustentada por uma demanda mais aquecida por parte dos compradores no leilão. O volume negociado totalizou 26.889 toneladas, aumento de 2,2% em relação ao leilão anterior, efeito da safra de leite na Nova Zelândia que segue ampliando a disponibilidade. 

Leite spot: a média nacional fechou o período cotada a R$ 3,216, registrando um leve recuo de R$ 0,013. Com isso, o mercado de leite spot sinaliza relativa estabilidade em relação ao período anterior. Em um cenário mais estável e diante de relatos de movimentações equilibradas pelos informantes, a oferta de leite se alinhou à demanda, o que favoreceu a sustentação geral dos preços no período.

Muçarela: o mercado apresentou reajustes negativos e variados nesta última semana, refletindo uma demanda menos aquecida. A variação dos preços esteve entre R$ 33,7 (RS) e R$37,0 (MG), com ajustes diversos nas médias dos estados avaliados. O Paraná registrou a maior variação com um aumento de R$0,5, chegando a R$34,9, seguido por São Paulo (R$35,6, diminuição de R$0,3), Goiás (R$36,3, diminuição de R$0,2), Santa Catarina (R$34,8, diminuição de R$0,2), Minas Gerais (R$37,0, aumento de R$0,2), Rio Grande do Sul (R$33,7, diminuição de R$0,1) e Rio de Janeiro que não registrou variação, permanecendo em R$37,1.

Leite em pó: o mercado de leite em pó apresentou demanda menos aquecida nesta semana, resultando em reajustes negativos em duas das três categorias monitoradas. As reduções ocorreram em um cenário de negociações mais lentas e menor ritmo de compras. O leite em pó integral teve redução de R$0,1 na média de São Paulo, fechando em R$24,7. Em movimentação similar, o leite em pó fracionado teve reduções de R$0,1 em São Paulo (R$29,6) e R$0,2 no Nordeste (R$29,3). Em contrapartida às demais categorias, o leite em pó desnatado indicou leve aumento de R$0,1 nas cotações em São Paulo, fechando em R$22,1.

Milho: o milho apresentou oscilações ao longo da quinzena. A entrada da safrinha e a valorização do real pressionaram as cotações em alguns momentos, enquanto as preocupações climáticas e a recuperação do dólar contribuíram para a retomada dos preços. A média fechou em R$64,6/saca, alta de 1,5% em relação a junho.

Soja: a soja registrou valorização na última quinzena, sustentada pela reação da demanda chinesa, pelas tensões geopolíticas e pelas incertezas em relação ao clima nos Estados Unidos. Apesar da valorização do real ter limitado parte dos ganhos, a média fechou em R$140,4/saca, alta de 6,6% frente a junho.

Oferta: a oferta de leite tende a apresentar crescimento em relação aos últimos meses, acompanhando o movimento de saída do período de entressafra e a recuperação sazonal da produção no país. Com esse movimento, a expectativa é de aumento gradual da disponibilidade de matéria-prima nas próximas semanas, embora os volumes tendem a permanecer estáveis ou ligeiramente abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado.

Demanda: a demanda começa a apresentar sinais de menor aquecimento após as recentes altas nos preços. O mercado conta com ritmo de vendas mais travado, menor fluidez nas negociações e estoques estáveis em alguns derivados.

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