Milho: Indicador ESALQ/BM&FBovespa volta a se sustentar
No campo, o clima favoreceu o avanço da colheita do milho primeira safra nas principais regiões
O atual ambiente externo incerto, a atual volatilidade do petróleo e o encarecimento dos fretes no Brasil mantiveram vendedores de milho afastados do mercado spot ao longo da semana passada, apontam pesquisadores do Cepea.
Diante disso, as negociações envolvendo o cereal foram limitadas, e os preços registraram apenas pequenas variações.
Em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, que havia recuado na semana anterior, voltou a se sustentar na semana passada.
No campo, o clima favoreceu o avanço da colheita do milho primeira safra nas principais regiões e também a semeadura da segunda temporada.
Já no mercado externo, os valores do milho caíram na semana passada. Segundo pesquisadores do Cepea, especulações em relação ao possível encerramento do conflito militar no Irã pressionaram os valores do petróleo e, consequentemente, os do milho, especialmente na quarta-feira, 1º.
Soja
As cotações externas da soja caíram na semana passada devido à maior oferta na América do Sul e às expectativas de expansão da área nos Estados Unidos.
Segundo pesquisadores do Cepea, a baixa no mercado internacional foi repassada ao Brasil e acabou sendo intensificada pela desvalorização do dólar frente ao Real.
Vale lembrar que, até então, os valores da soja estavam firmes, sustentados pelo conflito no Oriente Médio e pela valorização significativa do óleo de soja.

No caso do óleo de soja, os valores seguem em alta no Brasil, operando nos patamares de novembro do ano passado. Pesquisadores do Cepea indicam que os preços do derivado são impulsionados pela demanda aquecida para a produção de biodiesel.
Já quanto ao farelo, os preços continuam em queda. De acordo com pesquisadores do Cepea, consumidores indicam ter estoques suficientes até meados de abril e não demonstram necessidade de novas aquisições no curto prazo.
A expectativa desses agentes é de preços mais baixos nas próximas semanas, considerando que a maior demanda por óleo pode elevar a disponibilidade de farelo.
Vale lembrar que, para cada tonelada de soja processada, são gerados cerca de 190 kg de óleo e 780 kg de farelo.








Comentários (0)
Comentários do Facebook