Agro entra em novo ciclo de exigências globais

Em 2025, o Agro respondeu por US$ 169,2 bilhões em exportações

Agro entra em novo ciclo de exigências globais
ilustrativa

O agronegócio brasileiro entra em uma nova etapa no comércio internacional, marcada pela abertura de mercados e pelo aumento das exigências ambientais, sanitárias e de rastreabilidade. A análise é de Roberta Züge, membro do Conselho Científico Agro Sustentável, e Estela Kurth, que destacam a Taxonomia Sustentável Brasileira como instrumento para ampliar competitividade e acesso a investimentos.

Em 2025, o Agro respondeu por US$ 169,2 bilhões em exportações, equivalente a 48,5% das vendas externas do país. O avanço ocorreu com apoio da safra 2024/2025, de 352,2 milhões de toneladas.

O Acordo Comercial Provisório Mercosul–União Europeia, aplicado desde maio de 2026, amplia as oportunidades ao prever a retirada gradual de tarifas sobre 92% das importações do bloco sul-americano. Ao mesmo tempo, mantém exigências relacionadas à origem, desmatamento, emissões e atributos socioambientais.

Nesse cenário, georreferenciamento, rastreabilidade, monitoramento de fornecedores e registros auditáveis ganham importância. A Taxonomia Sustentável Brasileira pode ajudar a aproximar essas práticas do mercado financeiro, facilitando o acesso a crédito, seguros, fundos de transição e compradores interessados em cadeias sustentáveis. A avaliação é que produtividade, tecnologia, sanidade e integridade ambiental serão cada vez mais decisivas para garantir presença nos mercados internacionais.

“Esta análise reforça que empresas e cadeias de valor capazes de se antecipar às exigências europeias poderão transformar a conformidade regulatória em diferencial estratégico, fortalecendo sua reputação, assegurando contratos de longo prazo, obtendo condições financeiras mais favoráveis e ampliando o acesso a segmentos de maior valor agregado”, conclui.