Soja tem pressão com avanço da colheita

Em Santa Catarina, houve consolidação de recuo de 1,64 porcento na área plantada

Soja tem pressão com avanço da colheita
Ilustrativa

O mercado brasileiro de soja apresentou variações regionais nesta terça-feira, com influência do avanço da colheita, custos logísticos elevados e ajustes técnicos nas cotações. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário reflete realidades distintas entre os principais estados produtores, com pressão maior em áreas onde a oferta começa a se intensificar.

No Rio Grande do Sul, que ainda não atingiu o pico da colheita, o foco permanece nas condições climáticas e no controle rigoroso de qualidade dos primeiros volumes recebidos. O Porto de Rio Grande recuou de R$ 129,00 para R$ 128,00 por saca, impactando a formação de preços no estado. No interior, Ijuí marcou R$ 128,00, enquanto Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa registraram R$ 116,00.

Em Santa Catarina, houve consolidação de recuo de 1,64% na área plantada, com migração para milho e tabaco. A comercialização segue estável, sustentada pela demanda da cadeia de proteína animal. No interior, as cotações giram em torno de R$ 116,00, e o porto de São Francisco manteve R$ 126,00.

Nessa semana, a Paraná alcançou 37% da área colhida, com 88% das lavouras em boas condições. O aumento do fluxo gerou filas em Paranaguá, que recuou para R$ 128,00. No interior, Ponta Grossa chegou a R$ 121,97 e Cascavel a R$ 116,76.

No Mato Grosso do Sul, a umidade elevada aumenta custos de secagem e dificulta o escoamento, com Dourados a R$ 111,50 e Campo Grande a R$ 105,00. Já o Mato Grosso, com 65,75% colhido, enfrenta fretes acima de R$ 490,00 por tonelada, pressionando preços como os de Sapezal e Canarana, a R$ 99,00 por saca.