Hidrovias ganham protagonismo como alternativa sustentável no transporte
Essas ações também elevam a resiliência do sistema logístico diante de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e cheias intensas.
No sábado (22), data em que se celebra o Dia Mundial da Água, o Ministério de Portos e Aeroportos reforçou o papel estratégico das hidrovias na matriz logística brasileira. Em um país com ampla disponibilidade de recursos hídricos, o uso dos rios para transporte de cargas e passageiros é apontado como alternativa mais eficiente, sustentável e com menor impacto ambiental.
O setor de transportes está entre os principais emissores de gases de efeito estufa. Nesse contexto, o modal hidroviário se destaca por consumir menos combustível por tonelada transportada, emitir menos CO₂ e exigir menor ocupação territorial em comparação a rodovias e ferrovias.
Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o país tem potencial para transformar sua base natural em vantagem competitiva.

“Transformar esse potencial em uma logística mais eficiente e sustentável é uma prioridade do Governo Federal. Ao fortalecer as hidrovias, estamos avançando na redução de emissões, ampliando a competitividade do país e garantindo que esse recurso essencial também contribua para gerar desenvolvimento, integração regional e oportunidades para a população”, afirmou.
Com cerca de 12% da água doce superficial do planeta, o Brasil reúne condições favoráveis para ampliar o uso estratégico das hidrovias, especialmente no escoamento da produção agrícola e mineral.
A agenda de fortalecimento do setor envolve modernização da infraestrutura, com dragagens realizadas sob critérios ambientais, monitoramento contínuo da navegabilidade e medidas para aumentar a previsibilidade do transporte fluvial. Essas ações também elevam a resiliência do sistema logístico diante de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e cheias intensas.
De acordo com o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a ampliação do modal é estratégica para reduzir as emissões da matriz logística.
“Estamos avançando com planejamento e modernização para garantir mais eficiência com responsabilidade ambiental”, destacou.
Além dos ganhos ambientais, o avanço das hidrovias contribui para a integração regional, melhora o escoamento da produção e amplia as alternativas logísticas do país, com potencial de reduzir custos e aumentar a competitividade.
No cenário internacional, a estratégia brasileira está alinhada à Década das Nações Unidas para o Transporte Sustentável (2026–2035), iniciativa da Organização das Nações Unidas que busca promover sistemas de transporte mais eficientes, acessíveis e resilientes. Embora não exista um Objetivo de Desenvolvimento Sustável específico para o setor, o transporte é transversal a metas ligadas à infraestrutura, crescimento econômico, eficiência energética e enfrentamento das mudanças climáticas.
Com informações do Gov.br








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