Tocantins deve colher 9,7 milhões de toneladas de grãos e produção cresce 6,2porcento na safra 2025/26
Estado responde por quase 40porcento da produção da Região Norte; soja produzida nos estados que formam o Matopiba deve alcançar 25,4 milhões de toneladas
O Tocantins deve encerrar a safra 2025/26 com 9,74 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 6,2% em relação às 9,17 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior. Os números fazem parte do 11º Levantamento da Safra Brasileira de Grãos, divulgado nesta quinta-feira, 13, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A expansão ocorre tanto em área quanto em rendimento. A área cultivada no estado está estimada em 2,50 milhões de hectares, avanço de 3,7% sobre a temporada anterior, enquanto a produtividade média deve alcançar 3.898 quilos por hectare, crescimento de 2,4%.
Com esse desempenho, o Tocantins responde por quase 40% das 24,47 milhões de toneladas de grãos previstas para toda a Região Norte. O estado também permanece à frente do Pará, cuja produção está estimada em 8,34 milhões de toneladas.
Soja ganha destaque no Matopiba
O desempenho tocantinense também chama atenção dentro do conjunto de estados que formam o Matopiba, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, uma das principais fronteiras agrícolas do país.
Segundo a Conab, os quatro estados devem produzir juntos 25,4 milhões de toneladas de soja, volume equivalente a 14,1% da produção brasileira da oleaginosa na safra 2025/26.
Considerando todos os grãos selecionados pelo levantamento e os dados integrais de cada estado, a Bahia deve alcançar 15,04 milhões de toneladas, crescimento de 7,3%; o Maranhão, 9,05 milhões de toneladas, alta de 2,9%; o Piauí, 7,58 milhões, avanço de 21,1%; e o Tocantins, 9,74 milhões, incremento de 6,2%.
Somados, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia devem produzir cerca de 41,4 milhões de toneladas de grãos, aproximadamente 9% acima do resultado registrado pelos quatro estados na temporada anterior.
Nesse caso, o volume corresponde à soma da produção integral das quatro unidades da Federação e não deve ser interpretado como produção exclusiva da delimitação territorial do Matopiba.
Tocantins tem 1,64 milhão de hectares de soja
No Tocantins, a Conab estima a área total de soja em aproximadamente 1,65 milhão de hectares na safra 2025/26. O levantamento registra uma redução na área destinada à produção de sementes da oleaginosa nas regiões de várzea do estado.
Em Formoso do Araguaia, onde há cultivo irrigado de soja na segunda safra, as lavouras se encontram em diferentes estágios, desde o enchimento de grãos até áreas próximas da colheita.
A expectativa apresentada pela Conab é de produtividade entre 45 e 48 sacas por hectare, com conclusão dos trabalhos prevista para setembro. O levantamento aponta disponibilidade de água para captação e irrigação e, até o período avaliado, ausência de interferências climáticas relevantes no desenvolvimento das lavouras.

Clima reduz umidade no Matopiba
As condições climáticas também são acompanhadas pela Conab. Em julho, a redução das chuvas diminuiu os níveis de umidade do solo em áreas do Matopiba, com volumes inferiores a 40 milímetros em grande parte do interior da região.
Para o algodão, entretanto, as condições de menor umidade favoreceram a qualidade da fibra durante o período, segundo a análise apresentada pela Companhia.
Brasil deve colher 360,8 milhões de toneladas
No cenário nacional, a produção brasileira de grãos está estimada em 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, crescimento de 2,4% em relação à temporada passada. O avanço representa cerca de 8,5 milhões de toneladas adicionais.
A área cultivada no país deve alcançar 83,46 milhões de hectares, expansão de 2,1%, enquanto a produtividade média está projetada em 4.322 quilos por hectare.
A soja permanece como principal produto em volume, com produção estimada em 180,46 milhões de toneladas, crescimento de 5,2%. O milho deve alcançar 142,95 milhões de toneladas, enquanto o sorgo está projetado em aproximadamente 7,36 milhões de toneladas, avanço de 20,7%.
No caso da soja, Mato Grosso permanece como maior produtor nacional, com 51,6 milhões de toneladas, enquanto a Bahia se destaca pela maior produtividade média estimada do país, de 4.260 quilos por hectare, reforçando a participação dos estados do Matopiba na produção brasileira da oleaginosa.












