Mato Grosso Lidera Balança Comercial Brasileira em 2025
Mato Grosso se destaca no comércio exterior, liderando a balança comercial brasileira em 2025 com um saldo de US$ 27,49 bilhões.
Quem está no campo sente no bolso quando os números do comércio exterior vão bem. Preço mais firme, demanda aquecida, crédito rodando com menos aperto. Em 2025, Mato Grosso fechou o ano com um resultado que ajuda a explicar por que o agro do estado segue puxando a economia nacional. O saldo da balança comercial chegou a US$ 27,49 bilhões, o maior do Brasil, concentrando pouco mais de 40% de todo o saldo positivo do país.
Esse dinheiro nasce da lavoura bem feita, da porteira organizada, do caminhão que enfrenta estrada ruim e do produtor que aperta custo quando precisa. Os dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior mostram que Mato Grosso exportou muito mais do que importou ao longo do ano, reforçando uma característica antiga do estado: vender para fora é parte central do negócio.
No bolso do produtor
Quando o estado lidera a balança comercial, o reflexo aparece no dia a dia de quem produz. Exportações fortes ajudam a sustentar preços, principalmente das commodities agrícolas, e dão fôlego para o escoamento da produção em momentos de safra cheia. Em 2025, as vendas externas somaram US$ 30,11 bilhões, enquanto as compras do exterior ficaram em US$ 2,62 bilhões.
Essa diferença grande entre o que entra e o que sai mostra que o agro mato-grossense segue competitivo, mesmo com custo elevado de insumos e logística ainda longe do ideal. Para o produtor, isso significa mais chance de negociar bem, travar preço em momentos oportunos e manter a fazenda rodando sem sufoco maior no caixa.
Outro ponto importante é a previsibilidade. Com o comércio exterior puxado pelas exportações, o estado ganha estabilidade econômica. Isso ajuda bancos, tradings e fornecedores a manterem linhas de crédito e prazos, algo que o produtor valoriza, especialmente em anos de margem apertada.
Números do comércio exterior
Os dados consolidados pela Secex e organizados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico mostram que 92% da corrente de comércio de Mato Grosso em 2025 veio das exportações. As importações representaram apenas 8% desse total, uma proporção que reforça o perfil exportador do estado.
No cenário nacional, Mato Grosso respondeu por 0,94% de todas as importações brasileiras. É pouco quando se olha o tamanho do agro local, mas faz sentido quando se analisa a estratégia produtiva: o estado compra insumos essenciais, transforma em produção agrícola e vende grandes volumes para o mercado internacional.
Esse desempenho colocou Mato Grosso na frente de economias mais diversificadas e industrializadas, mostrando que o campo bem organizado continua sendo um dos motores mais confiáveis da balança comercial brasileira.
O que o estado importa
Apesar de exportar muito, Mato Grosso depende do mercado externo para manter a lavoura em pé. Em 2025, a maior parte das importações foi concentrada em insumos agrícolas. Os fertilizantes potássicos lideraram a lista, com compras de US$ 634,41 milhões.
Na sequência vieram os fertilizantes azotados, que somaram US$ 578,74 milhões. Esses produtos são fundamentais para garantir produtividade, especialmente em sistemas intensivos como soja, milho e algodão. Sem eles, não há milagre agronômico que resolva.
Também pesaram na conta os defensivos, com destaque para inseticidas, rodenticidas e fungicidas, que juntos chegaram a US$ 370,42 milhões. Esse dado reforça a dependência externa em tecnologia agrícola e acende o alerta sobre custos, câmbio e disponibilidade desses produtos em momentos de crise internacional.
Políticas e ambiente de negócios
O resultado de 2025 não veio só da porteira para dentro. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico SEDEC/MT, o desempenho está ligado à combinação entre a vocação produtiva do estado e ações voltadas a facilitar o comércio exterior. Entram nessa conta desde processos mais ágeis até apoio à inserção dos produtos mato-grossenses no mercado internacional.
O poder público estadual e a iniciativa privada têm atuado juntos para melhorar competitividade, reduzir entraves e criar um ambiente mais previsível para quem investe e produz. Para o produtor, isso nem sempre aparece em forma de manchete, mas faz diferença quando a mercadoria consegue sair no prazo e chegar ao destino sem surpresas.

Esse esforço conjunto ajuda Mato Grosso a produzir exatamente o que o mercado global demanda, em grande escala e com regularidade. É isso que sustenta o estado no topo da balança comercial e mantém o agro como pilar da economia regional.
Expectativa para os próximos anos
O desafio agora é manter esse desempenho. O mundo segue instável, o custo de produção continua elevado e a logística ainda pesa no bolso do produtor. Mesmo assim, a base produtiva de Mato Grosso segue sólida, com tecnologia no campo, produtores experientes e cadeias bem estruturadas.
Se houver continuidade nas políticas de apoio ao comércio exterior e avanço em infraestrutura, o estado tem tudo para seguir liderando a balança comercial brasileira. Para quem está no campo, o recado é claro: eficiência, gestão e atenção ao mercado seguem sendo as melhores ferramentas para atravessar qualquer cenário.
AGRONEWS








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