Brasil e Japão dão mais um passo para abertura inédita do comércio da carne bovina

Missão técnica japonesa está no País e fará visitas a fazendas de gado, frigoríficos e outras estruturas localizadas na Região Sul

Brasil e Japão dão mais um passo para abertura inédita do comércio da carne bovina
Ilustrativa

Uma missão técnica do Japão chegou ao Brasil para avaliar o sistema de saúde animal nos Estados do Sul – RS, SC e PR –, justamente os primeiros do País a serem certificados como livres da febre aftosa sem vacinação.

O objetivo principal da visita japonesa, com duração até 13 de abril, é avançar nas negociações para a abertura do mercado do Japão à carne bovina brasileira.

Segundo reportagem do do jornal Valor Econômicoo roteiro inclui visitas a fazendas de gado, frigoríficos, um laboratório agropecuário federal, estruturas de vigilância em aeroportos e fronteiras estaduais, e agências de defesa agropecuária.

Segundo lembrou reportagem , uma equipe japonesa de especialistas sanitários já esteve no Brasil em 2025 para uma avaliação preliminar, ainda não oficial ou definitiva, seguindo um roteiro semelhante ao atual.

Além disso, as negociações ganharam impulso após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão em março do ano passado, quando o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, se comprometeu a enviar a missão.

Pouco tempo depois, em junho de 2025, o Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como um país livre da febre aftosa sem vacinação, um dos requisitos do Japão para a compra de carne bovina de fornecedores.

Reconhecido no mercado internacional por pagar preços altos pela carne bovina estrangeira, o Japão importa cerca de 700 mil toneladas da proteína por ano, principalmente dos Estados Unidos e da Austrália, num comércio que movimenta cerca de US$ 4 bilhões/ano.

O jornal Valor apurou que “a inspeção terá como objetivo testar a consistência e a confiabilidade do dossiê técnico apresentado pelo Brasil em resposta a um questionário japonês, bem como a efetiva implementação da legislação e dos procedimentos sanitários por todas as partes envolvidas”.

Os inspetores, informa o jornal, também avaliarão a eficácia das medidas de vigilância e controle da febre aftosa no Brasil em níveis nacional, regional e local.