Fevereiro começa com o mercado do boi gordo em alta em SP, informa Scot
Nesta segunda-feira (2/2), o boi gordo direcionado ao mercado interno e “boi-China” subiram R$ 1/@ e R$ 2/@, respectivamente, em São Paulo
Nesta segunda-feira (2/2), o boi gordo direcionado ao mercado interno (sem padrão-exportação) e “boi-China” subiram R$ 1/@ e R$ 2/@, respectivamente, em São Paulo, para R$ 327/@ e R$ 332/@ (valores brutos, no prazo), informa a Scot Consultoria.
“Foi o quarto dia útil consecutivo de alta”, destaca a Scot, referindo-se aos preços dos machos.
Por sua vez, após 50 dias de cotação estável, a vaca gorda abatida em São Paulo registrou acréscimo de R$ 2/@ nesta segunda-feira, para R$ 304/@, segundo a Scot. A novilha também teve alta diária de R$ 2/@, atingindo R$ 317/@.
Segundo análise da Agrifatto, as boas condições das pastagens nas praças pecuárias do Brasil fortaleceram o poder de barganha dos pecuaristas, que reduzem a oferta de animais terminados, dificultando a tentativa dos frigoríficos de pressionar os preços no balcão .
Além disso, relata a Agrifatto, as escalas de abate das indústrias permaneceram curtas, em torno de seis dias úteis, na média nacional, o menor nível desde março de 2025.
“Os pecuaristas, capitalizados e com pastos recuperados pelas chuvas, retiveram a venda dos lotes de boiadas gordas, forçando as indústrias a pagarem mais caro para preencher as escalas”, ressaltam os analistas da Agrifatto.
Pelos dados da Agrifatto, em São Paulo, indicadores de referência mostraram que a arroba do boi gordo subiu de R$ 317, em 21/1, para R$ 327, em 29/1, um avanço de 3% em seis dias úteis.
“Houve negócios pontuais a R$ 330 em 30/1, ainda que de baixo volume e sem consolidação como referência ampla”, observa a consultoria.
Movimentos semelhantes foram observados em praças como BA, GO, MG, MS, PA, RO e TO, sobretudo entre frigoríficos com menor cobertura de contratos a termo.
Nesta segunda-feira, pela apuração da Agrifatto, as 17 praças monitoradas registraram estabilidade, porém com preços firmes e viés altista.
Pelo lado da demanda, a recuperação do consumo doméstico de carne bovina neste início de fevereiro contribui para a sustentação das cotações do boi gordo.
No mercado externo, as exportações de carne bovina seguem em ritmo forte e com preços firmes. Porém, alerta a Agrifatto, a valorização do real frente ao dólar nos últimos dias segue como fator de atenção, podendo limitar novos avanços.
Na avaliação da consultoria, o setor exportador parece ter superado o temor inicial sobre as salvaguardas da China, voltando a focar nos fundamentos de escassez de oferta doméstica.
“O mercado físico permanece sustentado e com tendência positiva no curto prazo”, reforçam os analistas da Agrifatto.
Contratos futuros também sobem
Na B3, os contratos futuros do boi gordo encerraram o pregão da última sexta-feira em alta. O contrato com vencimento em fevereiro/26 fechou a sessão cotado a R$ 339,80/@, com valorização diária de 1,13%.
No último dia útil de janeiro (30/1), na B3, o contrato desse mês também registrou alta e foi liquidado em R$ 325,21/@, enquanto os vencimentos seguintes surfaram na mesma onda.

O papel com entrega em fevereiro/26 avançou 3,77% na semana, em relação à semana anterior, para R$ 340/@, março/26 subiu 3,43% (para R$ 339/@) e o contrato com vencimento em abril/26 sofreu valorização de 3,37% (R$ 338,90/@).
O preço do contrato de fevereiro/26 ostenta um ágio de R$ 13,41/@ sobre o preço físico de São Paulo, destaca a Agrifatto. Na última semana, o indicador DATAGRO encerrou com alta 2,39% em relação ao preço da sexta-feira anterior, cotado a R$ 326,59/@.
O volume total de contratos futuros do boi gordo em aberto avançou para 37.645 posições na última sexta-feira, representando um aumento de 4,97% em relação à sexta-feira anterior.
“Esse incremento de liquidez ratifica a consolidação do apetite ao risco que já vinha sendo observado, demonstrando que o mercado segue convicto na tendência de alta”, relata a Agrifatto.








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