Boi gordo de R$ 340/@ em SP começa a entrar no radar dos analistas

Neste segundo dia da semana, o boi gordo paulista teve alta diária de R$ 5/@, batendo R$ 335/@, de acordo com apuração da Agrifatto

Boi gordo de R$ 340/@ em SP começa a entrar no radar dos analistas
Ilustrativa

Nesta terça-feira (3/2), os preços do boi gordo subiram no Estado de São Paulo e em outras 11 regiões brasileiras (AL, MA, MG, MS, MT, PA, PR, RO, RS, SC e TO), informa a Agrifatto, que acompanha diariamente as negociações em 17 praças do País.

Nas demais localidades (AC, BA, ES, GO e RJ), as cotações da arroba registraram estabilidade, acrescenta a consultoria.

Neste segundo dia da semana, o boi gordo paulista teve alta diária de R$ 5/@, batendo R$ 335/@, de acordo com apuração da Agrifatto.

Na avaliação da consultoria, há indicativos de que, em São Paulo, o boi pode avançar para R$ 340/@ no curto prazo. 

Pelos dados da Scot Consultoria, o animal terminado sem padrão-exportação está valendo R$ 327/@ na praça de São Paulo,  enquanto o “boi China” é negociado por R$ 332/@ (preços brutos, no  prazo). 

Segundo a Scot, o atual preço do boi gordo é o maior desde abril de 2025.

“Já há informações de negócios fechados em R$ 335/@ para os machos, embora ainda sejam pontuais e não configurem uma referência de mercado”, observa a Scot, que opera com um sistema de avaliação de preços distinto ao utilizado pela Agrifatto.

Porém, no que se refere aos fundamentos do mercado, as duas consultorias citam os mesmos fatores que resultaram na consolidação recente do movimento de alta nos preços do boi gordo. 

“O viés de alta é sustentado pela expectativa de melhora no escoamento da carne no mercado doméstico, um movimento típico dos primeiros dias do mês e pelo encurtamento das escalas de abate, que estão menores em relação à última semana de janeiro, além das exportações em ritmo forte”, diz a Scot.

Segundo reforça a Agrifatto, o volume de boiadas negociado não tem sido suficiente para alongar as programações de abate, que hoje giram entre 4 e 5 dias apenas, na média nacional.

“Desde a semana passada, observa-se um encurtamento nas escalas de dois a três dias úteis”, ressalta a Agrifatto, que acrescenta: “A limitação da oferta de animais terminados impede a recomposição das escalas e reforça o viés altista”. 

Em contrapartida, continua a consultoria, as demandas interna e externa seguem aquecidas, com elevação dos preços médios tanto no mercado doméstico quanto nas exportações.

Comportamento no varejo e atacado

Com a proximidade do pagamento dos salários de janeiro, o consumo doméstico de carne bovina no varejo ganhou tração, mantendo ritmo firme e avançando de forma consistente desde o início da semana, destaca a Agrifatto.

“O aumento dos pedidos de reposição confirma o movimento, indicando desempenho superior ao observado no início do mês”, observa a consultoria. 

O atacado seguiu alinhado ao varejo, acrescentam os analistas. “Com oferta restrita, a demanda para recomposição de estoques permaneceu firme, com entregas concentradas na semana, sustentando o bom escoamento e os preços”. 

Segundo a Agrifatto, as matérias-primas para desossa e charque mantiveram a demanda aquecida e preços firmes. 

“O descompasso entre a procura elevada e a oferta limitada de dianteiro para consumo in natura se aprofunda, reforçando a sinalização de alta”, diz a consultoria, acrescentando que há espaço para novos ajustes positivos em produtos destinados ao consumo, à desossa e ao charque.