Milho tem preços mistos e produtores restringem oferta

No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60 e R$ 69 por saca

Milho tem preços mistos e produtores restringem oferta
ilustrativa

O mercado de milho segue marcado por negociações pontuais, cautela dos compradores e seletividade dos produtores, enquanto o avanço da semeadura da nova safra ganha espaço nos estados do Sul. Segundo a TF Agroeconômica, os preços apresentam comportamentos distintos entre as regiões, com estabilidade em algumas praças e recuos em outras.

No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60 e R$ 69 por saca, enquanto o preço médio estadual avançou 1,84%, para R$ 62,67, conforme dados da Emater. As indústrias priorizam reposição e os produtores restringem novos lotes. A semeadura da safra 2026/27 avançou de 68% para 73% da área prevista, estimada em 896,4 mil hectares. O desenvolvimento inicial é considerado satisfatório, apesar de danos localizados por geada e granizo e da presença de cigarrinha e percevejo em algumas regiões.

Em Santa Catarina, as referências estão próximas de R$ 60 por saca, diante de demanda em torno de R$ 55. A diferença entre compradores e vendedores limita os negócios, enquanto o estado continua dependente de milho vindo de outras regiões.

No Paraná, as indicações de compra também ficam próximas de R$ 60 por saca, com demanda em torno de R$ 55 CIF. As cotações recuaram nas principais regiões, com Ponta Grossa registrando queda de 0,61%, para R$ 65,85. A colheita da segunda safra 2025/26 chegou a 99%, enquanto o plantio da safra 2026/27 atingiu 72% da área prevista.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 54 e R$ 55,50 por saca. Após uma sequência de altas, os preços perderam força, com Maracaju acumulando recuo semanal de 3,37%. A indústria de bioenergia segue absorvendo parte da oferta, enquanto produtores mantêm cautela na comercialização.