Feijão em queda: entenda o que pressionou os preços

O comportamento dos compradores também contribuiu para o enfraquecimento

Feijão em queda: entenda o que pressionou os preços
ilustrativa

O mercado de feijão encerrou julho sob pressão, diante do aumento da oferta provocado pela transição entre a segunda e a terceira safras. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o recuo foi mais evidente nas negociações do feijão-carioca, enquanto o feijão-preto apresentou variações menos intensas, principalmente devido à expectativa de menor produção no Paraná.

A chegada de novos lotes ao mercado ampliou a disponibilidade do feijão-carioca ao longo do mês. De acordo com o Cepea, o avanço da colheita dificultou a manutenção dos preços pretendidos pelos vendedores, inclusive para os grãos de qualidade superior, que registraram pressão mais acentuada.

O comportamento dos compradores também contribuiu para o enfraquecimento das cotações. Segundo o Cepea, parte dos agentes reduziu o ritmo das aquisições à espera de uma oferta maior e de possíveis novos recuos nos preços.

Esse adiamento das compras, combinado à entrada contínua de produto, fortaleceu a tendência de baixa no mercado do feijão-carioca.

No caso do feijão-preto tipo 1, a demanda permaneceu enfraquecida, mas os preços mostraram maior resistência. De acordo com o Cepea, a previsão de menor disponibilidade durante a temporada, especialmente no Paraná, impediu quedas mais significativas.

Assim, embora a oferta elevada tenha influenciado todo o mercado em julho, os efeitos foram diferentes entre as variedades. O feijão-carioca sofreu maior pressão com o avanço da colheita, enquanto a perspectiva de uma produção paranaense menor ajudou a limitar as desvalorizações do feijão-preto.