Leilões de portos de Mucuripe, Salvador e Itaqui seguem nos planos do governo

Ministro de Portos e Aeroportos disse que ativos devem ir à B3 ainda neste ano, com foco em ampliar capacidade operacional e modernizar instalações.

Leilões de portos de Mucuripe, Salvador e Itaqui seguem nos planos do governo
ilustrativa

Imagem criada por inteligência artificial

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou nesta quinta-feira (17) que o governo federal ainda planeja realizar neste ano os leilões dos terminais portuários de Mucuripe, no Ceará, de Salvador, na Bahia, e de Itaqui, no Maranhão. A declaração foi feita durante a abertura do Sul Export.

Segundo o ministro, os ativos devem ser levados à B3 ainda em 2026. Na mesma fala, Tomé Franca também citou a existência de um grande pipeline já aprovado e enviado para a Antaq para o próximo ciclo.

A expectativa da pasta é usar os certames para atrair investimentos privados destinados à ampliação da capacidade operacional, à modernização das instalações e ao aumento da eficiência logística dos portos organizados.

Em Mucuripe, o terminal está em uma área considerada estratégica para a movimentação de combustíveis e granéis líquidos no Nordeste. O porto também atende operações de apoio à cadeia de petróleo e gás e à movimentação de cargas voltadas ao mercado regional.

No caso de Salvador, o porto é um dos principais corredores logísticos da Bahia. As operações incluem contêineres, carga geral e apoio ao comércio exterior. O complexo também tem papel no escoamento da produção industrial e agrícola do estado.

Em Itaqui, o objetivo do governo é ampliar a capacidade de um dos principais portos públicos do Arco Norte. O complexo é apontado como estratégico para o escoamento de grãos, combustíveis e outras cargas destinadas ao mercado interno e às exportações.

A programação apresentada pelo Ministério de Portos e Aeroportos mantém Mucuripe, Salvador e Itaqui entre os ativos previstos para leilão ainda neste ano, com a proposta de ampliar a estrutura e a operação dos terminais.

Fonte: Estadão Conteúdo