Preço do milho ganha força com pressão externa

Chicago encerrou a semana com novas altas

Preço do milho ganha força com pressão externa
Ilustrativa

O mercado internacional de milho manteve viés de alta no curto prazo, embora ainda sem romper de forma definitiva a faixa que pode consolidar um movimento mais firme de valorização. Segundo a TF Agroeconômica, a sustentação recente vem da alta do petróleo, da demanda externa aquecida e do bom ritmo das exportações americanas, enquanto o mercado segue tecnicamente dentro de um amplo canal lateral.

Chicago encerrou a semana com novas altas e acumulou a terceira valorização semanal seguida. O avanço foi influenciado pela elevação do petróleo, que reforça a competitividade dos biocombustíveis e amplia o interesse pelo milho destinado ao etanol. Nos Estados Unidos, também pesa a discussão sobre a autorização do uso do E-15 durante todo o ano, fator que pode elevar o consumo do cereal.

No campo das exportações, o desempenho americano segue como um dos principais pontos de apoio. Até 5 de março, os embarques dos Estados Unidos somaram 66,51 milhões de toneladas, volume 31,65% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o mercado observa a possibilidade de redução da área plantada na safra 2026/2027, diante da alta dos custos de insumos, especialmente fertilizantes e combustíveis.

Do lado baixista, a melhora das condições climáticas nos Estados Unidos reduziu parte das preocupações com a próxima safra. O USDA indicou queda da área em seca de 51% para 46%. Também há pressão da maior oferta sul-americana, com a produção argentina estimada em 62 milhões de toneladas e o Brasil ampliando presença no mercado externo, com previsão de 801 mil toneladas embarcadas em março.