Demanda sustenta alta do óleo de soja
O óleo de soja manteve preços elevados
Foto: Abiove
Os óleos vegetais encerraram a semana em alta no mercado internacional, refletindo a combinação entre instabilidade geopolítica, volatilidade do petróleo e movimentos especulativos nas bolsas americanas. Segundo a StoneX, entre 20 e 24 de abril, o setor seguiu influenciado pelas incertezas em torno de um acordo definitivo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, fator que manteve o petróleo volátil e deu sustentação às cotações.
O óleo de soja manteve preços elevados ao longo do período, apoiado pela demanda doméstica aquecida nos Estados Unidos. Esse cenário estimulou maior participação dos agentes em posições compradas, reforçando o movimento de valorização observado nas semanas anteriores. O contrato de julho encerrou a semana cotado a US¢ 71,33 por libra-peso, avanço de 5,04%.
No mercado de óleo de palma, o comportamento foi mais limitado, mas ainda positivo. O produto enfrentou pressão da desaceleração das exportações da Malásia, em meio ao recuo dos importadores asiáticos. Ainda assim, a alta do petróleo ajudou a sustentar patamares mais elevados de negociação, compensando parte das pressões ligadas à demanda externa.

A tela de julho do óleo de palma fechou o período em US$ 1.160,27 por tonelada, alta de 2,99%. O resultado marcou o primeiro desempenho semanal positivo em três semanas, favorecido pela dinâmica do petróleo e pelo enfraquecimento do ringgit malaio.
O avanço dos óleos vegetais no período, portanto, esteve associado tanto a fatores externos, como as tensões no Oriente Médio e o comportamento do petróleo, quanto a elementos específicos de cada mercado. Enquanto o óleo de soja encontrou suporte na demanda interna dos Estados Unidos, o óleo de palma reagiu mesmo diante de sinais de menor apetite dos compradores asiáticos.









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