ADM inaugura fábrica de premix no Paraná e amplia capacidade de nutrição animal
Unidade em Apucarana aposta em automação, controle de processos e produção personalizada para atender mercados mais exigentes
A ADM inaugurou uma nova fábrica de premix e aditivos para nutrição animal em Apucarana, no Paraná, ampliando sua presença em um segmento.
A unidade, com 7,5 mil metros quadrados, foi projetada para operar com alto nível de automação e rastreabilidade, com capacidade instalada de cerca de 40 mil toneladas por ano, um aumento estimado de 50% em relação à estrutura anterior.
O valor de investimento não foi revelado pela empresa.
A planta também foi dimensionada para atingir produção de até 10 toneladas por hora, integrando processos que buscam elevar a previsibilidade e a confiabilidade ao longo da cadeia de proteína animal.
Segundo dados do Sindirações, o setor de nutrição animal cresceu 2,2% em 2025, alcançando 43,4 milhões de toneladas de rações e concentrados. Nesse contexto, a ADM tem direcionado investimentos para segmentos mais exigentes, como pet food e aquacultura, com foco na padronização, estabilidade e precisão das formulações.
Segundo a empresa, a nova unidade foi concebida para aprimorar o controle de dosagem, reduzir riscos de contaminação cruzada e ampliar a rastreabilidade dos processos, pontos considerados estratégicos para atender às demandas do mercado.
Foco em tecnologia e rastreabilidade
A operação incorpora sistemas que permitem monitoramento detalhado de materiais e processos, com rastreamento de todos os ingredientes utilizados nas formulações. A estrutura também foi projetada para produzir soluções personalizadas, sem comprometer a segregação entre lotes.
Para Raphael Bozola, Vice-Presidente de Nutrição Animal da ADM para América do Sul, o investimento vai além do ganho de escala.
“Nosso processo de inovação busca melhorar a performance produtiva dos clientes com eficiência e sustentabilidade, o que inclui desde soluções de alta precisão até melhorias em segurança do alimento”, afirma. “Mais do que aumento de capacidade, a inauguração desta planta simboliza nossa decisão estratégica de crescer com controle, padronização e excelência operacional, em um pilar estratégico do negócio no Brasil, que é a nutrição animal”, completa.
A empresa destaca que a nova planta atende a requisitos cada vez mais rigorosos de qualidade e segurança, especialmente em mercados que demandam maior controle e transparência na produção.
Modelo produtivo reforça padrão técnico
A fábrica adota um modelo com silos individualizados e sistemas de mistura dedicados, o que reforça a integridade das formulações. A estratégia difere de sistemas tradicionais que utilizam misturadores compartilhados e busca atender, por exemplo, linhas “clean”, sem ionóforos, além de mercados com exigências elevadas de rastreabilidade.

Segundo Theo Carvalho, Gerente Regional de Tecnologia, a adoção de soluções mais avançadas aproxima o setor de padrões já consolidados em outras indústrias.
“A aplicação de tecnologias amplamente utilizadas em indústrias como a farmacêutica, mas ainda pouco comuns na nutrição animal, eleva o padrão técnico da operação e diferencia os nossos esforços em modernização e expansão. A nova planta permitirá atingir volumes que anteriormente exigiriam múltiplos turnos, mantendo consistência de formulação e padronização de processo”, ressalta.
Estratégia mira previsibilidade e crescimento
A inauguração da unidade em Apucarana integra um conjunto de investimentos da ADM voltados ao aumento da eficiência operacional e à integração com clientes nos segmentos de rações e minerais.
De acordo com Bozola, o avanço em controle e automação impacta diretamente a previsibilidade da cadeia produtiva.
“A evolução no nível de controle traz ganhos adicionais de previsibilidade à cadeia e reforça a segurança da performance produtiva dos clientes. As instalações têm a tecnologia a serviço da consistência e do crescimento. A automação e os sistemas implementados na nova unidade não são um fim em si mesmos. São ferramentas para sustentar crescimento com eficiência, elevar o padrão técnico da operação e preparar o negócio para o futuro da Nutrição Animal: mais exigente, mais regulado e mais orientado por dados”, destaca.








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