Soja sobe até R$ 5 por saca, mas recua em Mato Grosso

Frete e condições de entrega determinam o ganho efetivo com a valorização cambial

Soja sobe até R$ 5 por saca, mas recua em Mato Grosso
ilustrativa

A alta do dólar favoreceu as cotações da soja em parte do país, com respostas distintas entre as regiões. Segundo a TF Agroeconômica, as indicações avançaram no Sul, mas recuaram em Mato Grosso.

No Rio Grande do Sul, Rio Grande chegou a R$ 159,00 por saca, Passo Fundo a R$ 152,00 e Santa Rosa a R$ 153,00, altas de R$ 4,00. Segundo a Emater/RS-Ascar, o plantio atingia 3% da área, abaixo da média de 5%, com umidade elevada, frio e pouca radiação limitando as operações.

Em Santa Catarina, Abelardo Luz passou de R$ 148,00 para R$ 149,00 por saca, na modalidade FOB. No Paraná, Cascavel alcançou R$ 147,00 e Paranaguá, R$ 158,00, ambos com ganho de R$ 5,00. Conforme o Deral, a semeadura paranaense estava em 47%, ante média superior a 55% nas três últimas safras.

Em Mato Grosso do Sul, Dourados subiu R$ 3,00, para R$ 143,00, enquanto Campo Grande manteve R$ 140,00, na modalidade CIF. O levantamento do SIGA-MS apontava 32% da área plantada, com a região Sul mais adiantada.

Já em Mato Grosso, Campo Verde e Primavera do Leste perderam R$ 1,45 por saca, a R$ 137,50 e R$ 136,95. Sorriso ficou em R$ 133,20, Lucas do Rio Verde em R$ 133,60 e Rondonópolis em R$ 139,00, também em baixa. O Imea registrava 75,81% da área semeada, após avanço semanal de 23,95 pontos percentuais.

A melhora das indicações não representa venda concluída. Para mil sacas, a alta paranaense representa R$ 5 mil adicionais antes dos custos. A diferença entre Paranaguá e Cascavel permaneceu em R$ 11,00 por saca. Frete, descontos, prazo de pagamento e condições de entrega seguem decisivos para definir a receita líquida. A oscilação cambial exige confirmar a proposta no momento da fixação.