Áreas alagadas favorecem infecção que causa podridão do casco em bovinos

A busca de animais por áreas com excesso de umidade para aliviar o estresse térmico aumenta o risco de claudicação, afetando o desempenho do rebanho

Áreas alagadas favorecem infecção que causa podridão do casco em bovinos
ilustrativa

O calor intenso pode levar os bovinos a entrar em lagoas, riachos, represas e açudes para aliviar o estresse térmico. No entanto, os pecuaristas devem ficar atentos à “podridão do casco”, enfermidade que pode comprometer a mobilidade do rebanho, prejudicar o desempenho dos animais, elevar os custos de tratamento e reduzir a rentabilidade da atividade.

Em artigo publicado pela revista Beef Maganize, Patrick Davis, especialista em pecuária da Extensão da Universidade de Missouri (EUA), explica que a exposição dos bovinos em áreas com excesso de umidade favorece a entrada da bactéria Fusobacterium necrophorum pela pele e tecidos do casco. 

Em associação com outras bactérias, o microrganismo provoca infecções que podem evoluir para a podridão do casco.

Essas infecções, diz o especialista, geralmente causam claudicação, juntamente com inchaço e vermelhidão no tecido interdigital e na banda coronária próxima. 

Lesões necróticas também podem se desenvolver, frequentemente produzindo um odor fétido, acrescenta ele. 

Se não tratada, alerta Davis, a infecção pode se espalhar, causando inchaço ao redor dos dedos e na linha do pelo do casco, podendo inclusive separar a unha. 

A podridão do casco também pode reduzir o apetite, a produção de leite e o ganho de peso. “Tenha um plano de tratamento definido caso ocorra claudicação”, recomenda Davis.

Segundo ele, é preciso tratar essa podridão com antibióticos injetáveis ​​e também administrados na ração, como as oxitetraciclinas. 

De acordo com Davis, em casos graves, pode ser necessário aparar os cascos para remodelá-los e remover o tecido necrosado, favorecendo a cicatrização. “Este procedimento deve ser realizado por um veterinário ou profissional qualificado”, sugere.