Café aproxima Brasil e China e fortalece intercâmbio comercial e cultural

A cooperação entre Brasil e China no setor cafeeiro vem ganhando dimensão que vai além do comércio exterior, incorporando ações de promoção cultural e construção de marca para ampliar a presença do café brasileiro no mercado chinês.

Café aproxima Brasil e China e fortalece intercâmbio comercial e cultural
Ilustrativa

A cooperação entre Brasil e China no setor cafeeiro vem ganhando dimensão que vai além do comércio exterior, incorporando ações de promoção cultural e construção de marca para ampliar a presença do café brasileiro no mercado chinês. Iniciativas recentes indicam que o produto tem sido utilizado como instrumento de aproximação entre os dois países, em um contexto de demanda crescente por alimentos brasileiros.

Segundo reportagem da agência Xinhua em português, parcerias firmadas em 2025 entre a ApexBrasil e a rede chinesa Luckin Coffee resultaram em uma série de ações voltadas à divulgação do café brasileiro na China. Entre elas estão a criação de um museu temático do café do Brasil, campanhas culturais como a “Temporada Brasil” e o desenvolvimento de personagens animados para engajar o público consumidor, especialmente os mais jovens. A estratégia busca reforçar a imagem do Brasil como produtor de café de qualidade e aprofundar a conexão cultural com o consumidor chinês.

A presença do café brasileiro no cotidiano da China ganhou escala no fim de 2025, quando a campanha “Brazil Season” levou a marca “Café do Brasil” a mais de 30 mil lojas da Luckin Coffee. A estimativa é de que cerca de 400 milhões de copos tenham sido vendidos durante o período, acompanhados de ações promocionais, como a distribuição de brindes temáticos, a exemplo de mini capivaras de pelúcia. O objetivo foi consolidar o café brasileiro em um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Os dados de comércio exterior confirmam o avanço dessa estratégia. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações brasileiras de café não torrado para a China somaram US$ 335,1 milhões, valor que já supera metade de todo o volume embarcado ao longo de 2024. O resultado evidencia a ampliação do interesse chinês pelo café brasileiro e o potencial de crescimento desse fluxo comercial.

Especialistas em comércio internacional avaliam que a aproximação cafeeira entre os dois países combina interesses econômicos e culturais. Ao integrar experiências de marca, eventos e campanhas de grande alcance às estratégias de promoção comercial, Brasil e China ampliam os canais de relacionamento entre empresas e consumidores, fortalecendo o comércio bilateral e o entendimento cultural mútuo.

A cooperação no café se insere em um movimento mais amplo de fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro há anos. Além do agronegócio, os dois países vêm aprofundando intercâmbios em áreas como tecnologia, inovação e cultura, reforçando a relevância estratégica da relação bilateral.

Com informações da Ag. Brasil China