Operação apreende mais de 17 toneladas de insumos agrícolas irregulares em Minas Gerais
Fiscalização identificou esquema clandestino de importação, manipulação e comercialização de agrotóxicos em Boa Esperança; prejuízo estimado supera R$ 3 milhões
Uma operação realizada no início de fevereiro apreendeu mais de 17 toneladas de insumos agrícolas irregulares em Boa Esperança, no sul de Minas Gerais.
O prejuízo estimado de mais de R$ 3 milhões para o infrator.
Batizada de Operação Ronda Agro, a ação ocorreu nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2026 e teve como foco desarticular um esquema ilícito de importação, fabricação, manipulação e comercialização de agrotóxicos operado por um estabelecimento clandestino
Durante a fiscalização, foram apreendidas aproximadamente 17 toneladas de agrotóxicos e fertilizantes irregulares, além de outros produtos ainda não identificados. Todo o material estava armazenado de forma precária, no mesmo galpão onde ocorria o fracionamento e a manipulação clandestina dos insumos
Os agentes identificaram diversos produtos sem qualquer tipo de identificação, além de embalagens cuja rotulagem em língua estrangeira não correspondia à tradução impressa, prática que indica possível tentativa de burlar os procedimentos exigidos no processo de importação.
Segundo os órgãos envolvidos, os produtos eram comercializados sem receituário agronômico, sem bula e sem atender aos requisitos mínimos de segurança, o que representa risco elevado à saúde humana, ao meio ambiente e à produção agrícola. Parte das substâncias apreendidas, inclusive, possui uso restrito no Brasil.
Análises indicam presença de princípios ativos conhecidos
As análises preliminares realizadas no local, com o uso de espectrômetro de infravermelho portátil, indicaram similaridade com diversos princípios ativos amplamente utilizados na agricultura, como benzoato de emamectina, fipronil, metsulfuron, diuron, piraclostrobina, cloreto de mepiquate, etefon, etofenprox, tiametoxan, cinamida e imazetapir, entre outros.
Com base no volume e no valor de mercado dos produtos, o prejuízo estimado ao infrator em mercadorias apreendidas ultrapassa R$ 3 milhões.
Crime contra a saúde pública e o meio ambiente
Além de infração administrativa, a introdução irregular, a fabricação e a comercialização ilícita de agrotóxicos podem caracterizar crimes contra a saúde pública, o meio ambiente e também contrabando, conforme a legislação brasileira.

Os responsáveis pela atividade ilegal foram conduzidos à Delegacia da Polícia Civil de Boa Esperança (MG), onde foram adotados os procedimentos policiais cabíveis, além das medidas administrativas aplicadas pelos órgãos de fiscalização.
Ação integrada entre órgãos federais e estaduais
A operação foi realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), em conjunto com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Polícia Civil de Boa Esperança (MG).
A ação contou ainda com o apoio da Seção de Inovação Tecnológica da Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, do Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (CIISPA), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo.








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