Preço do boi gordo abre maio em queda de R$ 5/@ em SP, aponta Scot
Animal sem padrão-exportação recuou para R$ 355/@ na praça paulista, enquanto novilha gorda sofreu baixa diária de R$ 2/@, para R$ 340/@ (negociações a prazo)
Com escalas de abate mais confortáveis, os frigoríficos brasileiros vão ganhando poder de barganha nas negociações do mercado do boi gordo.
Nesta segunda-feira (4/5), a Scot Consultoria, que acompanha diariamente os negócios em 33 praças pecuárias do País, detectou queda de R$ 5/@ nos preços do boi gordo (sem padrão-exportação) negociado no interior de São Paulo, agora cotado em R$ 355/@, no prazo (valor bruto).
Na mesma praça, informa a Scot, a novilha gorda recuou R$ 2/@, para R$ 340/@, enquanto os preços da vaca gorda e do “boi-China” seguiram valendo R$ 330/@ e R$ 363/@, respectivamente.
As escalas de abate em SP estão, em média, para 10 dias, calcula a consultoria.
O mercado do boi gordo passou a ficar mais frouxo a partir da segunda quinzena de abril, sobretudo na última semana do mês.
Das 33 praças monitoradas pela Scot Consultoria, o preço recuou em 25 e subiu em apenas 7. “As escalas de abate têm melhorado e a oferta de boiadas está mais confortável”, observa Felipe Fabbri, analista da Scot.
Segundo os analistas da Agrifatto, que monitora diariamente 17 praças brasileiras, parte dos frigoríficos brasileiros saiu das compras após alongar as escalas de abate, reduzindo a concorrência pela boiada e deixando a ponta vendedora com menos alternativas.

“A resistência do produtor persiste, mas já começa a entregar os pontos, sobretudo com a piora das pastagens na chegada do tempo seco neste segundo trimestre, especialmente em Goiás e Minas Gerais, o que pode ampliar a disponibilidade de lotes nas próximas semanas”, relatam eles.
Mesmo com as exportações ainda aquecidas sustentando parte da demanda, o sinal é de cautela, recomendam os especialistas da Agrifatto.








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