Entidades negam greve de caminhoneiros e atribuem boatos à circulação de notícias antigas

CNTTL e representante da Abrava afirmam que não há convocação de paralisação em novembro; reivindicações da categoria seguem em negociação com o governo federal

Entidades negam greve de caminhoneiros e atribuem boatos à circulação de notícias antigas
ilustrativa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) negou a existência de uma mobilização nacional de caminhoneiros e repudiou a circulação de informações sobre uma possível greve em novembro. Em nota divulgada na segunda-feira (2), a entidade afirmou que notícias antigas estão sendo compartilhadas novamente nas redes sociais para disseminar desinformação.

A manifestação ocorre depois que mensagens sobre uma suposta paralisação nacional voltaram a circular, com indicação de que o movimento poderia começar na quinta-feira. No sábado (31), o representante dos caminhoneiros conhecido como Chorão também desmentiu a convocação de uma greve para novembro, em vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo a CNTTL, não existe movimentação para uma paralisação da categoria. A entidade atribuiu a disseminação dos boatos a grupos que classificou como alinhados ao bolsonarismo e afirmou que a iniciativa representa uma tentativa de questionar o resultado das eleições presidenciais.

A confederação informou que mantém diálogo com o governo federal para encaminhar as reivindicações dos trabalhadores e buscar soluções para os problemas do transporte rodoviário de cargas. A nota é assinada pelo presidente da CNTTL, Paulo João Estausia, e pelo diretor Carlos Alberto Litti Dahmer.

Chorão, que se apresenta como presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abra) e também preside a Associação Brasileira de Veículos Automotores (Abrava), afirmou ter recebido ligações de caminhoneiros preocupados com a possibilidade de greve. Segundo ele, as informações compartilhadas utilizam uma reportagem antiga.

O representante disse que esteve em Brasília na semana passada para tratar das demandas dos transportadores com integrantes do governo federal. Entre os assuntos discutidos estão a planilha de custos do transporte, questões relacionadas aos eixos dos veículos e os efeitos da alta dos combustíveis.

Segundo Chorão, houve reunião no Ministério dos Transportes e as negociações continuam. Ele não descartou a possibilidade de mobilização futura caso as reivindicações não sejam atendidas, mas ressaltou que não existe convocação de paralisação para novembro.

As manifestações das duas lideranças procuram conter a repercussão dos rumores entre os transportadores e no mercado de fretes. Até o momento, as declarações divulgadas por elas indicam que não há uma convocação nacional de greve, embora não representem uma confirmação independente sobre eventuais iniciativas de grupos isolados.

Agência Transporte Moderno