Carne bovina: importadores da China pagam mais pelo dianteiro brasileiro

Compradores chineses intensificam a busca internacional pela proteína para fugir da sobretaxa de 55 porcento

Carne bovina: importadores da China pagam mais pelo dianteiro brasileiro
Ilustrativa

A China passou a pagar mais pela carne bovina importada, um reflexo das novas restrições de cotas (medidas de salvaguarda) que incidem sobre os principais fornecedores desde 1º de janeiro de 2026.

Segundo dados levantados pela Agrifatto, nesta semana, o dianteiro brasileiro de 8 cortes está fixado em US$ 6.800/tonelada, um avanço de 6,2% em relação ao preço da semana anterior.

O fator determinante para essa valorização, diz a consultoria, é o receio generalizado de um desabastecimento futuro no mercado chinês.

“Agentes que tentam negociar descontos agressivos enfrentam o risco real de perder lotes para competidores mais ágeis, uma vez que a mercadoria disponível tem sido liquidada rapidamente”, explica a consultoria.

A China definiu limites anuais de importação de carne bovina por país, impondo sobretaxa de 55% sobre a tarifa normal caso as cotas de cada fornecedor internacional sejam extrapoladas.

A cota total para 2026 foi fixada em cerca de 2,7 milhões de toneladas, com o Brasil recebendo a maior parte desse volume, de 1,106 milhão.

A medida foi resultado de uma investigação de salvaguarda iniciada em dezembro de 2024, quando autoridades chinesas começaram a analisar o impacto das crescentes importações sobre a indústria doméstica.