Preços do boi gordo sobem em 7 praças das 17 monitoradas pela Agrifatto

Cotações subiram em AL, GO, MG, MT, PA, RO e TO. Já as exportações de carne bovina podem ter seus custos logísticos encarecidos pelo conflito no Irã, alerta consultoria.

Preços do boi gordo sobem em 7 praças das 17 monitoradas pela Agrifatto
Ilustrativa

Nesta terça-feira (3/3), o preço do boi gordo permaneceu estável em São Paulo, mas subiu em 7 das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto –  em AL, GO, MG, MT, PA, RO e TO.

Nas demais regiões (AC, BA, ES, MA, MS, PR, RJ, RS e SC), as cotações fecharam o dia com estabilidade, acrescenta a consultoria.

Pelos dados da Scot Consultoria, o animal macho sem padrão exportação continua valendo R$ 352/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China, a vaca gorda e a novilha terminada são negociados por R$ 355,00/@, R$ 325/@ e R$ 337/@, respectivamente (preços brutos, no prazo).

Segundo a Agrifatto, quatro fatores explicam o movimento de alta nos preços do boi gordo observado nas últimas semanas: a oferta restrita de animais terminados; a boa qualidade das pastagens (favorecidas pelas chuvas generosas nas principais regiões produtores); a demanda interna em ritmo razoável (mesmo diante os preços mais baixos das proteínas correntes); e as exportações de carne bovina in natura altamente aquecidas.

Além disso, diz a Agrifatto, as escalas de abate reduzidas, que na média Brasil não ultrapassam quatro a cinco dias úteis, concedem maior poder de barganha ao pecuarista, garantindo a sustentação dos valores da arroba.

No entanto, alerta a consultoria, as exportações brasileiras da proteína, o principal motor de demanda no início de 2026, podem ter seus custos logísticos encarecidos pelo conflito no Irã, embora o volume exportado não pareça ser afetado.

No mercado futuro, os contratos do boi gordo encerram a sessão de segunda-feira (2/3) da B3 em baixa. O papel com vencimento em abril/26 – o mais negociado – fecho cotado a R$ 342,90/@, com recuo de 1,64%, no comparativo diário.