Abates de bovinos em unidades com SIF recuam quase 10% em fev/26

Destaque ficou por conta das fêmeas que, mesmo com alta mensal de 5,83 porcento, apresentaram recuo anual de 8,11 porcento, totalizando 943,99 mil cabeças

Abates de bovinos em unidades com SIF recuam quase 10% em fev/26
Ilustrativa

Os abates de bovinos em frigoríficos brasileiros com Serviço de Inspeção Federal (SIF) atingiram 2,11 milhões de cabeças em fevereiro/26, o que significa queda de 9,33% em relação ao mês anterior e recuo de 9,11% na comparação com o resultado obtido em fevereiro/25, informa a Agrifatto em relatório enviado nesta segunda-feira (9/3) aos seus assinantes.

Segundo a consultoria, o destaque do mês ficou por conta das fêmeas que, mesmo com alta mensal de 5,83% nos abates, apresentaram recuo anual de 8,11%, totalizando 943,99 mil cabeças.

O abate de fêmeas é um dos principais termômetros para avaliação do comportamento do ciclo pecuário de preços. A desaceleração no ritmo de matanças de vacas e novilhas é um sinal de que o setor de criação segue em recuperação no Brasil, estimulado pelo forte avanço os preços do bezerro.

Em relação aos machos, no mês passado, foram enviados aos ganchos dos frigoríficos com SIF 1,17 milhão de cabeças,  uma retração mensal de 16,30% e uma baixa anual de 9,89%.

De acordo com a Agrifatto, a média dos abates de fêmeas em fevereiro nos últimos cinco anos foi de 794,32 mil cabeças – portanto, os números de fevereiro de 2026 ficaram 18,84% acima desse resultado.

No entanto, em fevereiro de 2025, o volume havia superado a média histórica em 29,33%. “Apesar do patamar ainda elevado, o ritmo de expansão perdeu intensidade de forma relevante”, observam os analistas da Agrifatto, referindo-se ao resultado do mês passado.

A consultoria lembra que, sazonalmente, fevereiro registra menor disponibilidade de animais terminados, uma vez que a reposição de lotes e o ritmo de engorda ainda estão em transição após o período seco e as festas de fim de ano.

“Soma-se a isso a recuperação gradual das pastagens com as chuvas de verão, processo que favorece a retenção de animais no campo”, acrescenta a Agrifatto.

Regionalmente, Rio Grande do Sul (-18,88%), Pará (-16,48%) e Maranhão (-15,49%) foram os Estados que mais contribuíram para a queda do volume total dos abates, informa a consultoria.

Previsão de curto prazo

Para março/26, a expectativa é de manutenção de um ritmo mais moderado nos abates, com tendência de estabilidade, acompanhando a menor disponibilidade imediata de animais prontos, prevê a Agrifatto.