Carne bovina: senadores dos EUA questionam deslize estatístico do USDA

Em carta de 19 de agosto/26, parlamentares locais alertaram que números não confiáveis ​​poderiam “distorcer o mercado pecuário e complicar as relações dos EUA com os parceiros comerciais”

Carne bovina: senadores dos EUA questionam deslize estatístico do USDA
ilustrativa

Senadores democratas dos EUA pediram ao Departamento de Agricultura (USDA) que explicasse o que levou a agência a superestimar drasticamente as vendas de exportação de carne bovina em julho/26 e qual foi o papel das demissões de funcionários do departamento no erro, informa reportagem da agência Reuters.

Seis senadores, relata o texto, enviaram uma carta à Subsecretária Adjunta do USDA, Michelle Bekkering, solicitando detalhes sobre os procedimentos de dados do USDA em meio a crescentes preocupações entre agricultores, comerciantes de grãos e investidores sobre os dados que influenciam o mercado.

Em julho, relembra a Reuters, o USDA informou um aumento de quase 500% nas exportações semanais de carne bovina norte-americana, antes de revisar o número para baixo em 90% uma semana depois, chamando-o de “um problema isolado de processamento”.

O erro nos dados de embarques foi o mais recente de uma série de relatórios questionáveis ​​do USDA em meio a preocupações com a qualidade dos dados após as perdas de pessoal durante a reestruturação do governo federal promovida pelo governo Trump.

Segundo a reportagem da Reuters, comerciantes e analistas questionaram os dados de exportação de carne bovina, pois incluíam vendas para alguns mercados que eram várias vezes maiores do que as compras que esses países já haviam feito dos Estados Unidos. 

De acordo com a carta datada de 19 de agosto, analisada pela Reuters, os legisladores buscaram informações sobre a causa do erro e as medidas que estão sendo tomadas para evitar problemas semelhantes no futuro.

Os legisladores afirmaram que as dúvidas sobre a confiabilidade dos dados do USDA não são novas, mas que problemas com erros nos dados podem ter repercussões mais amplas.

“Uma erosão da confiança nesses dados não só prejudicaria os mercados internos, como também poderia levar a maiores danos nas relações dos EUA com nossos parceiros comerciais”, escreveram os senadores.