Baixa liquidez marca mercados do boi gordo e da reposição
Frigoríficos e pecuaristas seguem cautelosos nas negociações, enquanto a reposição combina oferta restrita e menor interesse comprador. Ouça a análise do Bom Dia do Boi CEPEA desta quinta-feira (20/8).
Confira a íntegra da edição desta quinta-feira (20/8) do Bom Dia do Boi CEPEA:
Cautela reduz negócios no mercado do boi gordo
A quarta-feira (19/8) foi marcada por baixa liquidez no mercado do boi gordo, em meio à maior cautela de compradores e vendedores. De um lado, frigoríficos reduziram o interesse por novas aquisições diante do enfraquecimento sazonal das vendas de carne na segunda quinzena e do avanço das escalas de abate. Do outro, muitos pecuaristas seguem retraídos, à espera de uma definição mais clara sobre a trajetória dos preços antes de voltar às negociações.
Em Campo Grande (MS), parte dos compradores permaneceu fora do mercado e as aquisições ocorreram de forma mais gradual, diante da menor demanda por carne. Mesmo com a oferta restrita dificultando a compra de animais, houve queda pontual de R$ 5/@ para o boi gordo. Os negócios ocorreram entre R$ 330 e R$ 335/@, com escalas de abate entre seis e 12 dias.
No Tocantins, o cenário foi diferente. A liquidez foi considerada boa, com maior disponibilidade de animais e vendedores mais receptivos às ofertas dos frigoríficos. Os preços permaneceram firmes, entre R$ 325 e R$ 335/@, enquanto as escalas variaram de cinco a nove dias.
Em São Paulo, o ritmo das negociações apresentou leve melhora, com negócios entre R$ 340 e R$ 345/@ e lotes pontuais a R$ 350/@. As escalas de abate ficaram entre sete e nove dias. De modo geral, porém, a cautela dos frigoríficos e a resistência dos pecuaristas continuam limitando a liquidez em algumas praças.
A menor demanda por carne no mercado interno também pesa nas decisões de compra da indústria. Além da redução sazonal do consumo na segunda quinzena, as carnes de frango e suína seguem mais acessíveis ao consumidor, aumentando a concorrência com a carne bovina.
Reposição também tem oferta e interesse comprador limitados
No mercado de reposição, a disponibilidade de animais permaneceu restrita, mas o interesse dos compradores também seguiu limitado. Com oferta e procura enfraquecidas, os preços permaneceram estáveis.

O comportamento da reposição reforça o cenário de menor liquidez observado no mercado pecuário, enquanto os agentes acompanham a combinação entre disponibilidade de animais, cautela dos frigoríficos e desempenho das vendas de carne ao longo da segunda quinzena de agosto.

Cotações do boi gordo – 19/8/26
Confira os preços da arroba no levantamento diário da Agrifatto e da Scot Consultoria
Veja abaixo as cotações do boi gordo desta quarta-feira (19/8), conforme levantamento diário da Agrifatto:
SÃO PAULO:
Boi comum: R$ 350,00.
Boi China: R$ 350,00.
Média: R$ 350,00.
Vaca: R$ 325,00.
Novilha: R$ 340,00.
Escalas: oito dias.
MINAS GERAIS:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China: R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca: R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas: seis dias.
MATO GROSSO DO SUL:
Boi comum: R$ 345,00.
Boi China: R$ 345,00.
Média: R$ 345,00.
Vaca: R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas: cinco dias.
MATO GROSSO:
Boi comum: R$ 335,00.
Boi China: R$ 335,00.
Média: R$ 335,00.
Vaca: R$ 315,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas: oito dias.
GOIÁS:
Boi comum: R$ 335,00.
Boi China/Europa: R$ 335,00.
Média: R$ 335,00.
Vaca: R$ 315,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas: seis dias.
TOCANTINS:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China: R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca: R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas: cinco dias.
PARÁ:
Boi comum: R$ 345,00.
Boi China: R$ 345,00.
Média: R$ 345,00.
Vaca: R$ 325,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas: quatro dias.
RONDÔNIA:
Boi: R$ 335,00.
Vaca: R$ 310,00.
Novilha: R$ 315,00.
Escalas: sete dias.
MARANHÃO:
Boi: R$ 340,00.
Vaca: R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas: seis.
PARANÁ:
Boi: R$ 360,00.
Vaca: R$ 335,00.
Novilha: R$ 345,00.
Escalas: cinco dias.
Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (19/8), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria:
SÃO PAULO: R$ 345,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo)
MINAS GERAIS: (Exceto região Sul): R$ 345,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo)
MATO GROSSO: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo)
MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)
GOIÁS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 345,50/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo)
PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)
RONDÔNIA: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo)
ESPÍRITO SANTO: R$ 329,00/@ (à vista) e R$ 333,00/@ (prazo)
TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
PARANÁ: R$ 357,50/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo)












