Mapa reforça ações contra desabastecimento de vacinas no setor pecuário brasileiro
Entidade encaminhou ofício ao Ministério da Agricultura, diante do desabastecimento do insumo.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) um ofício solicitando medidas emergenciais para enfrentar o desabastecimento de vacinas essenciais para a pecuária brasileira. O documento, enviado ao ministro André de Paula, alerta para a escassez de imunizantes utilizados no combate a doenças como clostridioses, influenza equina, encefalomielite, herpesvírus, tétano e leptospirose.
Segundo a CNA, informações repassadas pelas Federações de Agricultura e Pecuária de diferentes regiões do país apontam que a indisponibilidade dos produtos já eleva o risco sanitário dos rebanhos, com registro de mortalidade animal em alguns estados. No ofício, o presidente da entidade, João Martins, afirma que a redução da oferta está relacionada, entre outros fatores, à saída do mercado brasileiro, em 2025, de uma das principais empresas farmacêuticas do setor.
A entidade também questiona quais medidas estão sendo adotadas pelo Mapa para orientar a distribuição das vacinas remanescentes entre os estados e quais ações emergenciais estão em andamento para restabelecer a produção e o abastecimento dos imunobiológicos. Além disso, propõe maior articulação institucional para agilizar registros e ampliar a entrada de novos fornecedores e produtos no mercado.
Em nota oficial, o Mapa informou que o atual cenário de desabastecimento de vacinas contra clostridioses decorre, principalmente, de decisões mercadológicas adotadas por fabricantes que descontinuaram a produção e comercialização desses imunizantes entre o final de 2025 e janeiro de 2026.

Segundo o Ministério, ações emergenciais vêm sendo conduzidas junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da fabricação nacional e das importações, além de acelerar os processos de fiscalização e liberação das vacinas. Como resultado, foram liberadas, nos meses de março e abril de 2026, 14,6 milhões de doses contra clostridioses, sendo 63% de fabricação nacional e 37% provenientes de importações autorizadas.
O Mapa também informou que há expectativa de autorização de mais 10 milhões de doses ainda em maio. Já o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) estima entregas entre 8 milhões e 10 milhões de doses mensais até dezembro, com possibilidade de ampliação no segundo semestre. A projeção do setor é de disponibilizar mais de 100 milhões de doses até o fim do ano.
O tema também foi debatido na semana passada durante reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte, realizada na Expozebu, quando representantes do setor discutiram medidas voltadas ao reabastecimento das vacinas no país.
As informações são da CNA e do Mapa, adaptadas pela Equipe MilkPoint.








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