Rastreabilidade bovina avança no Tocantins com identificação de 250 animais em Tabocão

Etapa prática do Rastreia/TO testa brincos eletrônicos, leitura por RFID e registro digital antes da ampliação do sistema para a pecuária tocantinense

Rastreabilidade bovina avança no Tocantins com identificação de 250 animais em Tabocão
ilustrativa

Tocantins realiza a primeira brincagem simbólica de rastreabilidade na Agrotins 2026. (Foto: Majuh Souza/Governo do Tocantins).

O Tocantins avançou em mais uma etapa para implantação da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no estado. Na terça-feira (22), 250 bovinos foram identificados individualmente durante uma atividade prática realizada na Fazenda Tupã, da Motta Agropecuária, em Tabocão.

Os animais, todos machos e com aproximadamente 18 meses, receberam brincos visuais e eletrônicos. A identificação permite a leitura por tecnologia de radiofrequência (RFID) e o registro das informações em sistema digital.

A ação faz parte da Prova de Conceito (PoC) do Rastreia/TO, fase criada para testar, em condições reais de produção, os procedimentos, equipamentos e tecnologias que deverão ser utilizados na implantação do sistema de rastreabilidade no estado.

O programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), com execução técnica da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).

Instituído pelo Decreto nº 7.164, de 13 de maio de 2026, o Rastreia/TO estabelece a política estadual de identificação individual e rastreabilidade de bovinos e bubalinos. A proposta é possibilitar o acompanhamento dos animais ao longo da cadeia produtiva, reunindo dados relacionados à origem, movimentação e demais registros.

Teste deve alcançar 5,3 mil animais

A identificação dos primeiros animais ocorreu após uma capacitação realizada na segunda-feira (21), em Palmas, voltada aos técnicos, extensionistas e demais profissionais envolvidos nesta etapa.

Durante o treinamento, foram apresentados os procedimentos da Prova de Conceito, as boas práticas para identificação dos animais, o uso dos brincos e equipamentos de aplicação, a operação dos leitores eletrônicos e o registro das informações por meio do aplicativo RadarBov.

A fase de testes terá quatro meses de acompanhamento e deverá envolver 21 propriedades rurais de diferentes portes, entre pequenas, médias e grandes. Ao todo, aproximadamente 5,3 mil animais deverão participar da Prova de Conceito.

Os testes não ficarão restritos às fazendas. O planejamento prevê o acompanhamento dos animais e das informações em outros pontos da cadeia pecuária, como revendas agropecuárias, leilões e frigoríficos.

A intenção é avaliar como a identificação individual e a leitura eletrônica funcionam nas diferentes etapas pelas quais o animal pode passar e identificar eventuais ajustes necessários antes do avanço da implantação do programa no Tocantins.

Comitê acompanha implantação

Outra etapa do Rastreia/TO foi formalizada na segunda-feira (21), com a publicação, no Diário Oficial do Estado, da portaria que designou os integrantes do Comitê Gestor do Programa de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos do Tocantins.

O grupo reúne representantes da Seagro, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Adapec, Ruraltins e Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

Entre as atribuições estão a definição de diretrizes, prioridades e metas estratégicas, o acompanhamento dos indicadores e resultados da implantação, a aprovação do planejamento anual e a proposição de ajustes técnicos, operacionais e institucionais.

A cadeia produtiva também participa do comitê, com representantes da Associação Tocantinense de Novilho Precoce (ATNP), Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarne), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet/Senar) e Associação dos Criadores de Nelore do Tocantins (ACNT).