Milho é pressionado pelo avanço da safrinha e tem médias mensais entre as menores do ano
Início da colheita da segunda safra, estoques internos e queda das cotações internacionais reduzem o ritmo das negociações, segundo o Cepea
A pressão de compradores no mercado interno e nos portos, diante do início da colheita da segunda safra, segue influenciando os valores do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Em parte das praças, principalmente nas produtoras, as médias da parcial deste mês (até o dia 18) são as menores do ano, em termos nominais.
Segundo o Centro de Pesquisas, consumidores internos seguem atentos ao avanço da colheita de segunda safra, além de indicarem ter estoques para o consumo no curto prazo.
Esses agentes têm postergado as negociações, devido às recentes quedas dos preços internacionais, o que reduz a paridade de exportação.

Do lado vendedor, os que não necessitam “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns ainda limitam as negociações, apontam pesquisadores do Cepea.
A atuação do El Niño foi confirmada no Brasil, e o fenômeno climático pode aumentar as chuvas na região Sul do País e trazer irregularidade das precipitações e aumento do calor no Centro-Oeste, justamente em um período importante para a safra verão.
Segundo o Cepea, especificamente para o milho, a semeadura pode ser prejudicada no Sul do País; no Centro-Oeste, caso ocorra atraso na safra verão, a semeadura da segunda temporada pode ocorrer fora do período considerado ideal.













Comentários (0)
Comentários do Facebook