Milho desaba na B3 e acende alerta no mercado

Na B3, o cereal fechou em baixa nesta terça-feira

Milho desaba na B3 e acende alerta no mercado
Ilustrativa

O mercado brasileiro de milho iniciou a semana pressionado pela combinação de queda nos contratos externos, recuo do dólar e avanço inicial da colheita da safrinha em importantes regiões produtoras. As informações são da TF Agroeconômica.

Na B3, o cereal fechou em baixa nesta terça-feira, acompanhando o movimento de Chicago e a expectativa de maior disponibilidade no curto prazo. O início da colheita da segunda safra, principalmente em estados de grande produção, aumentou a pressão sobre as cotações. Segundo dados citados pelo Cepea, os trabalhos ainda se concentram no Paraná e em Mato Grosso, com preços abaixo dos observados no início da temporada 2024/25 em regiões como Sorriso e Norte do Paraná.

Na bolsa brasileira, o contrato de julho de 2026 encerrou a R$ 64,59, queda diária de R$ 0,58 e perda semanal de R$ 1,54. Setembro de 2026 fechou a R$ 66,96, com baixa de R$ 0,79 no dia, enquanto novembro de 2026 terminou a R$ 70,50, recuo de R$ 0,30.

No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área, com produtividade acima das estimativas iniciais. O mercado segue com baixa liquidez, mas os preços permanecem sustentados pela reposição pontual de estoques e menor pressão de venda, com média estadual de R$ 58,76 por saca.

Em Santa Catarina, a colheita foi concluída, mas as negociações continuam pontuais. As indicações ficam próximas de R$ 70 por saca, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 65, o que limita os negócios.

No Paraná, a primeira safra foi encerrada e o mercado acompanha os reflexos das geadas sobre a segunda safra. Em Mato Grosso do Sul, houve reação pontual dos preços, mas a comercialização segue lenta, com expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas.