Consultoria aponta fatores de alta para o milho

Na B3, os contratos do cereal fecharam em alta na sexta-feira

Consultoria aponta fatores de alta para o milho
Ilustrativa

O mercado de milho encerrou a semana com valorização nos contratos futuros e no cenário internacional, refletindo fatores climáticos, geopolíticos e movimentos cambiais que influenciam a formação de preços. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o movimento foi impulsionado principalmente pela alta do dólar, pela valorização das cotações em Chicago e pelas incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio.

Na B3, os contratos do cereal fecharam em alta na sexta-feira e também no acumulado semanal. As cotações receberam suporte adicional do avanço da moeda norte-americana e do desempenho positivo da bolsa de Chicago. Ao mesmo tempo, atrasos no plantio do milho safrinha no Brasil aumentam as preocupações com a janela ideal de semeadura, já que o clima pouco favorável tem dificultado o avanço da colheita da soja em algumas regiões.

Outro ponto observado é a possibilidade de impacto no plantio do Hemisfério Norte. A análise indica que produtores podem enfrentar dificuldades relacionadas à disponibilidade de insumos, o que pode levar à redução da área destinada ao milho na safra de 2026.

Apesar da valorização, o mercado brasileiro acompanha com atenção os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A região é um importante destino para as exportações brasileiras de milho e carnes, o que pode influenciar o fluxo comercial caso o cenário geopolítico se intensifique.

No mercado interno, indicadores também registraram avanço ao longo da semana. A média Cepea teve alta de 1,48%, enquanto o dólar subiu 2,14% no mesmo período. Em Chicago, o milho acumulou valorização semanal de 4,34%.

Entre os contratos negociados na B3, o vencimento março de 2026 encerrou a R$ 72,30, com leve alta semanal. O contrato maio de 2026 fechou a R$ 74,83, com ganho mais expressivo no período, enquanto julho de 2026 terminou cotado a R$ 70,95.