Importações de carne bovina da China sobem 33% no 1º tri/26
Países exportadores e compradores chineses antecipam negociações para garantir o abastecimento do mercado antes do esgotamento das cotas de salvaguarda
As importações de carne bovina da China – considerando todos os países fornecedores – atingiram de 870 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, o que representa um avanço anual de 33,4%, informa a Agrifatto, com base em dados do governo chinês.
Na avaliação dos analistas da consultoria, o aumento das compras chinesas nos três primeiros meses do ano é uma resposta comercial direta à implementação das medidas de salvaguarda, aplicadas desde janeiro/26 e que estabeleceram cotas individuais aos principais fornecedores, com cobrança de tarifa de 55% após o esgotamento de cada uma delas.
“Isso gerou uma urgência envolvendo exportadores e importadores chineses, que, para garantir o abastecimento antes do esgotamento das cotas, passaram a antecipar suas compras de carne bovina, especialmente do Brasil e da Austrália”, afirma a Agrifatto.
Preços em queda
No entanto, o preço médio pago pela proteína importada pelos chineses não seguiu a mesma linha, e ficou em US$ 5,50/tonelada, um recuo de 0,33% no comparativo anual, acrescenta a consultoria.

“Riscos pós-cota”
Em entrevista recente ao boletim semanal Boi & Companhia, da Scot Consultoria, Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), sugeriu que o setor correrá riscos após o período de preenchimento total da cota chinesa.
Após esse período, afirmou ele, “a carga tributária pode superar 60%, quando somados a outros impostos já existentes, tornando a exportação economicamente inviável na maioria dos casos”.









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