Boi gordo de SP perde R$ 5/@ em dois dias, aponta Scot Consultoria
Preços do animal sem padrão-exportação e de “boi-China” recuaram mais R$ 3/@ no mercado paulista, para R$ 350/@ e R$ 355/@, respectivamente, no prazo
A sinalização da União Europeia (UE) de uma possível suspensão das compras de proteína animal do Brasil a partir de setembro/26 adicionou um componente extra de atenção ao mercado do boi gordo, relatam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário brasileiro.
Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, os preços do boi gordo sem padrão-exportação e do “boi-China” voltaram a cair nesta quarta-feira (13/5) no interior de São Paulo, com baixa diária de R$ 3/@, fechando em R$ 350/@ e R$ 355/@, respectivamente (valores brutos, no prazo).
Na terça-feira (12/5), a mesma Scot havia registrado queda diária de R$ 2/@ nos preços dos animais terminados no Estado de São Paulo. Ou seja, em apenas dois dias, os lotes de boiadas gordas sofrearam desvalorização de R$ 5/@ em SP.
Por sua vez, nesta quarta-feira, as fêmeas sofreram desvalorização de R$ 2/@ na praça paulista, agora cotadas em R$ 320/@ (vaca gorda) e R$ 333/@ (novilha terminada), acrescenta a Scot.
“A oferta de bovinos segue confortável e os frigoríficos têm comprado sem dificuldade, o que permite o alongamento das escalas de abate”, observam os analistas da Scot, que fazem o monitoramento diário dos negócios em mais de 30 praças do País.
Segundo a Agrifatto, que acompanha diariamente 17 praças brasileiras, a maioria dos frigoríficos do País intensificou a pressão de baixa, aproveitando a oferta gradualmente maior de animais terminados. O mercado, porém, não andou em bloco nesta quarta-feira, diz a consultoria.
Houve leves recuos em praças de menor peso pecuário, como AL, BA, ES e RJ, ao passo que as regiões de MT, PA, TO e RO seguiram com preços firmes, em alguns casos com registro de altas na arroba em relação aos valores de terça-feira (12/5), relata a Agrifatto.
Das 17 praças monitoradas pela consultoria, 5 registraram valorização nas cotações da arroba: MT, PA, RO, RS e TO.
Em três delas – AL, BA e RJ –, os preços do boi gordo recuaram levemente; nas demais (SP, AC, ES, GO, MA, MG, MS, PR e SC), as cotações permaneceram estáveis.
Em SP, pelos dados da Agrifatto, o boi gordo sem padrão exportação seguiu valendo R$ 350/@, enquanto o “boi-China está cotado em R$ 360/@ (valores a prazo).
Na avaliação dos analistas da Agrifatto, a queda mais acentuada das temperaturas pode continuar estimulando uma oferta mais intensa de animais terminados nos próximos dias, reforçando ainda mais o viés baixista do mercado.

Preços futuros em baixa
No mercado futuro, os contratos do boi gordo interromperam a sequência de altas dos últimos dias e encerraram a sessão de terça-feira (12/5) da B3 em queda.
O papel com vencimento em junho/26 fechou o pregão cotado a R$ 342,15/@, com desvalorização de 0,70% em relação ao fechamento anterior.
Feira Sial Shanghái
O mercado chinês de importação de carne bovina instaurou um estado de paralisia comercial às vésperas da feira SIAL Shanghái 2026, programada para o período de 18 a 20 de maio, informa relatório enviado nesta quarta-feira (13/5) pela Agrifatto aos seus assinantes.
Reconhecida como o principal evento asiático do setor de alimentos e bebidas, a exposição induziu uma letargia tática nos importadores, que suspenderam ativamente o fluxo de compras na expectativa de barganhar condições presencialmente e mapear o piso do mercado durante o encontro, ressalta a consultoria.
Diante desse cenário, informa a Agrifatto, o valor do dianteiro bovino exportado pelo Brasil ao mercado chinês recuou 3,5% nesta semana, para algo entre US$ 6.700/t e US$ 6.800/t, em relação ao preço registrado na semana anterior.








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