Dia de estabilidade no mercado do boi gordo, com arroba a R$ 355 em SP
Pressão baixista, iniciada no final de abril/26, encontrou uma trégua pontual, relata a Agrifatto, que detectou aumento no consumo interno de carne bovina neste início de maio
Nesta terça-feira (5/5), os preços do boi gordo ficaram estáveis no interior de São Paulo e em outras importantes regiões pecuárias, informa a Agrifatto, que acompanham diariamente os negócios em 17 praças do País.
Pelos dados da Agrifatto, o boi gordo sem padrão exportação segue valendo R$ 355/@ no mercado paulista, enquanto o “animal-China” é negociado por R$ 365/@ (valores no prazo).
Segundo os analistas da consultoria, a pressão baixista, iniciada mais fortemente na última semana de abril/26, encontrou uma trégua pontual desde a virada do mês.
Pelos dados da Scot Consultoria, que monitora 33 praças brasileiras, em São Paulo, o boi gordo destinado ao mercado interno está cotado em R$ 355/@, o “boi-China” sai por R$ 363/@, a vaca gorda vale R$ 330/@ e a novilha terminada é vendida por R$ 340/@ (valores brutos, no prazo).
“Com escalas de bom tamanho e as vendas de carne devagar, as negociações envolvendo boiadas gordas estão sem força”, afirmam os analistas da Scot.
“O volume negociado continua insuficiente para estender as escalas além da média nacional de 9 dias, o que reforça a disputa entre pecuaristas e frigoríficos”, relata a Agrifatto.
Demanda interna mais aquecida
O pagamento de salários, além de benefícios sociais, neste início de maio, gerou um intenso fluxo de consumidores em supermercados, varejões e açougues, elevando as vendas de carne bovina ao longo do fim de semana e também nos primeiro dois dias desta semana, informa a Agrifatto.
O atacado com osso seguiu o mesmo compasso, acrescenta a consultoria. “A regularidade econômica das famílias, que favorece o consumo, elevou expressivamente os pedidos de reposição do varejo, tanto de carne com osso quanto de cortes grill, ainda mais com a proximidade do Dia das Mães”, observam os analistas da Agrifatto.
Diante desse ambiente aquecido, continua a consultoria, as mercadorias que chegam aos entrepostos dentro da programação são rapidamente descarregadas.
“Em resumo, não há encalhe; ocorrem apenas raras devoluções parciais por questões de qualidade, sem registros de recusas integrais por outros motivos”, ressalta a Agrifatto.
Mercado futuro em alta
Os preços futuros do boi gordo fecharam a sessão de segunda-feira (4/5) da B3 em alta pelo segundo dia consecutivo.

O destaque ficou para o contrato com vencimento em junho/26, que fechou o pregão cotado a R$ 340,25/@, com valorização de 2,05% em relação ao dia anterior.
Bezerro: preços recordes e relação de troca
No mercado de reposição, o bezerro de MS registrou alta de 3,33% em abril/26, em relação ao preço de março/26, com média de R$ 3.249,13 por cabeça (R$ 499,87/@), o maior nível da série histórica, destaca a Agrifatto.
Como consequência, a relação de troca entre o bezerro de 200 kg e o boi gordo de 20 arrobas encerrou abril em 2,15 cabeças por cabeça na média nacional, avanço de 0,71% em relação ao mês anterior.
Segundo a Agrifatto, o ganho no indicador reflete a valorização mais intensa do boi gordo frente ao animal de reposição, melhorando momentaneamente o poder de compra do terminador.
Ainda assim, compara a consultoria, a relação de troca permanece 6,33% abaixo da média histórica, indicando que, apesar da recuperação recente, o custo relativo da reposição segue elevado.








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