ZCAS se forma no início de 2026 e pode provocar chuvas persistentes
Primeiro episódio do ano deve manter uma extensa faixa de instabilidade com acumulados elevados entre o Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país
O ano de 2026 começa sob a influência de um padrão atmosférico favorável à formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No dia 1º de janeiro, o escoamento de ventos em baixos níveis, transportando umidade da Amazônia em direção às regiões Centro-Oeste e Sudeste, aliado à elevada disponibilidade de umidade em médios níveis da atmosfera, favorece a formação de áreas de instabilidade.
Esse cenário pode resultar em tempestades localizadas, com chuva volumosa em curto intervalo de tempo, rajadas intensas de vento e possibilidade de queda de granizo sobre toda a Região Sudeste, Goiás, Distrito Federal e oeste da Bahia — áreas que também registram temperaturas elevadas.
A atenção se volta especialmente para o Vale do Paraíba (SP), a região serrana do Rio de Janeiro, o sul de Minas Gerais, a Zona da Mata mineira e o sul do Espírito Santo.
Para essas áreas, os modelos indicam acumulados mais expressivos, que podem se aproximar de 100 mm em 24 horas.
Nas demais regiões do país, as instabilidades persistem no Sul, no Norte e nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A previsão aponta chuva com taxas de até 30 mm/h e ventos de até 60 km/h.
No sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, há potencial para episódios mais severos, com acumulados próximos de 100 mm em 24 horas e rajadas que podem alcançar 100 km/h.
Nesta sexta-feira (02), a aproximação de uma frente fria pelo litoral de São Paulo vai a potencializar as instabilidades e manter o padrão de temporais localizados nas áreas já citadas.
Já no sábado (03/01), a tendência é que o sistema frontal se acople ao escoamento que se estende da Amazônia e passa pelas regiões Centro-Oeste e Sudeste, configurando o primeiro episódio de ZCAS de 2026 — o sétimo da temporada primavera/verão 2025/2026.
A expectativa é de manutenção de uma extensa faixa de chuvas persistentes entre sábado (03) e, pelo menos, sexta-feira (09/01), com acumulados que podem superar 250 mm ao longo do período de atuação do sistema.
Inicialmente, os modelos apontam para uma área que se estende do Amazonas, passando por Rondônia, Mato Grosso, Goiás, sul do Tocantins, sudoeste da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
São Paulo
Nesta sexta-feira (2), a frente fria já avança pela costa paulista, favorecendo tempo mais nublado e chuva a qualquer hora do dia, principalmente na faixa leste e no litoral do estado.
As chuvas podem variar de moderadas a fortes, com possibilidade de raios e rajadas de vento de forte intensidade, além de acumulados significativos.

O cenário aumenta o risco de transtornos como alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de árvores e interrupções viárias, especialmente em áreas mais vulneráveis. Destaca-se ainda que as rajadas de vento podem provocar quedas de árvores e danos em construções menos estruturadas.
Com a mudança nos modelos meteorológicos, o bloqueio atmosférico que manteve o calor intenso nos últimos dias perde força. No entanto, a queda mais expressiva de temperatura ocorre nas regiões leste, sul e litorânea do estado, enquanto no interior as mudanças tendem a ser mais discretas.
A Defesa Civil do Estado segue monitorando as condições meteorológicas, com o gabinete de crise mantido em operação até domingo (4), em razão dos impactos recentes associados ao calor extremo e da previsão de mudanças no tempo com temporais.








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