Preço da soja segue firme com menor oferta, dólar valorizado e preocupação com o clima

Produtores restringem negociações enquanto mercado acompanha possíveis efeitos do El Niño sobre a safra 2026/27 e movimentações entre China e Estados Unidos

Preço da soja segue firme com menor oferta, dólar valorizado e preocupação com o clima
ilustrativa

Os preços da soja seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados principalmente pela menor disponibilidade do grão para negociação. Produtores têm evitado comercializar grandes volumes, tanto dos estoques remanescentes da safra 2025/26 quanto antecipadamente da temporada 2026/27.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a resistência dos produtores em negociar ocorre em um momento de atenção às condições climáticas e ao comportamento do câmbio.

As preocupações com os possíveis impactos do El Niño sobre o desenvolvimento da nova safra têm levado produtores a adotar maior cautela nas decisões de comercialização. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar frente ao real contribuiu para dar sustentação às cotações da oleaginosa no mercado interno.

No cenário internacional, as movimentações envolvendo China e Estados Unidos também entraram no radar dos agentes. Conforme o Cepea, especulações sobre possíveis acordos entre os dois países impulsionaram as cotações da soja nos últimos dias.

A valorização do farelo de soja foi outro fator que ajudou a sustentar os preços da oleaginosa.

Com isso, o mercado brasileiro inicia a safra 2026/27 atento à combinação entre disponibilidade interna, condições climáticas, câmbio e comportamento da demanda internacional, fatores que devem continuar influenciando as negociações e as cotações nas próximas semanas.