Confinamento bovino em MT deve crescer 55 porcento e chegar a 1,44 milhão de cabeças
Projeção do Imea aponta avanço da engorda intensiva em Mato Grosso, com liderança da região Oeste e maior peso dos confinamentos de grande porte em 2026.
Projeção do Imea aponta avanço da engorda intensiva em Mato Grosso, com liderança da região Oeste e maior peso dos confinamentos de grande porte em 2026.
Mato Grosso pode confinar 1,44 milhão de bovinos em 2026. Um salto de 55,39% sobre a expectativa anterior.
O levantamento do Imea, ligado ao Sistema Famato, mostra uma pecuária em fase de reorganização. A pesquisa reflete a intenção declarada de informantes qualificados do setor produtivo em todo o estado e não representa um censo estatístico oficial, embora capture com precisão as tendências dos pecuaristas que investem em terminação intensiva. Há maior presença de estruturas de grande porte, ganho expressivo de escala e planejamento concentrado no segundo semestre, período que responde pela maior parte dos envios ao abate.
A leitura do mercado também encontra apoio nos preços recentes. Em 2 de junho de 2026, o boi gordo em Mato Grosso foi cotado a R$ 337,23 por arroba, alta de 0,46%, enquanto Cuiabá registrou R$ 340,00 por arroba.

Confinamento bovino em Mato Grosso ganha escala com maior participação de estruturas de grande porte
Projeção do Imea indica salto no confinamento em MT
O Imea estima que o confinamento bovino mato-grossense alcance 1,44 milhão de cabeças em 2026, avanço de 55,39%. O número reforça a relevância da engorda intensiva para a oferta de animais terminados em um estado que segue como referência nacional na pecuária de corte.
A região Oeste aparece na liderança da projeção, com 407.912 cabeças. O resultado indica maior capacidade de resposta em áreas onde a atividade já opera com integração entre recria, terminação, logística de insumos e proximidade de plantas frigoríficas.
O estudo foi realizado em abril e não representa um censo estadual. Trata-se de uma amostra formada por informantes do setor, usada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária para medir a intenção de confinamento e captar tendências de mercado.
A escala de abate em Mato Grosso estava em 10,1 dias no início de junho, dado que ajuda a explicar o ritmo de negociação entre pecuaristas e indústrias. A CNA acompanha esse ambiente nacionalmente, enquanto o Sistema Famato reúne informações técnicas e econômicas para orientar produtores no estado.

Grandes confinamentos concentram avanço da atividade
As estruturas com capacidade acima de 5.001 cabeças respondem por 80,92% da expectativa de confinamento em 2026, o equivalente a cerca de 1,17 milhão de animais. Esse grupo deve crescer 21,83% em relação a 2025, consolidando o peso dos grandes projetos na terminação intensiva.
Na outra ponta, os confinamentos de até 1 mil cabeças devem recuar 4,58%. A diferença revela um movimento de concentração, em que escala, compra de insumos, gestão de dieta e acesso ao mercado pesam mais sobre a viabilidade econômica.
O calendário também será decisivo. Entre julho e dezembro, deve ocorrer 82,6% dos envios ao abate, período em que a oferta de animais confinados costuma ganhar força e influenciar a formação de preços no mercado físico.
O custo médio da diária confinada foi estimado em R$ 13,05 por cabeça ao dia. Em um ambiente de margens apertadas, esse indicador exige atenção diária do produtor, especialmente na conversão alimentar, no giro do lote e na proteção contra oscilações do boi gordo.
As exportações de carne bovina de Mato Grosso cresceram 28,86% em 2025 e somaram US$ 4,11 bilhões em receita, conforme dados acompanhados pelo Imea e pelo Sistema Famato. Esse desempenho amplia o interesse por sistemas capazes de entregar animais padronizados, com volume e regularidade.
Para 2026, o avanço projetado do confinamento indica uma pecuária mais técnica, intensiva e conectada ao mercado. O desafio será transformar escala em rentabilidade, sem perder controle sobre custos, sanidade e qualidade dos animais terminados. Agronews











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