Corredor de biometano terá abastecimento aberto a transportadoras

Projeto da TransJordano prevê três pontos entre Ribeirão Preto e Cubatão e frota de 100 caminhões até dezembro

Corredor de biometano terá abastecimento aberto a transportadoras
ilustrativa

(Divulgação: Transjordano)

A TransJordano inicia na próxima quarta-feira (7) a operação de um corredor de abastecimento de biometano para transporte rodoviário de cargas que terá postos abertos também a veículos de outras transportadoras. O projeto prevê três pontos entre Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão (SP), formando um eixo de aproximadamente 450 quilômetros.

O primeiro ponto entra em operação em Sumaré, onde será realizado o abastecimento inaugural do projeto. Ribeirão Preto está previsto para novembro e Cubatão, na região do Porto de Santos, para dezembro.

A infraestrutura faz parte de um investimento que recebeu R$ 140 milhões em financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do total, R$ 98 milhões são provenientes do Fundo Clima e R$ 42 milhões do programa BNDES Máquinas e Serviços.

Os recursos incluem a aquisição de 100 caminhões Scania 6×4 movidos a biometano, conjuntos adicionais de cilindros para aumentar a autonomia e a implantação da estrutura de abastecimento.

Os dez primeiros veículos começam a operar em 8 de outubro. A previsão é incorporar os demais gradualmente até atingir os 100 caminhões em dezembro deste ano.

Com autonomia de até 700 quilômetros, os veículos poderão operar em um raio de aproximadamente 350 quilômetros a partir de cada ponto de abastecimento. Segundo a TransJordano, a configuração permitirá alcançar operações em uma extensão de cerca de 1.150 quilômetros.

Infraestrutura será compartilhada

Um dos diferenciais do projeto é a abertura dos pontos de abastecimento para outras transportadoras, numa tentativa de enfrentar um dos gargalos para a expansão do biometano no transporte rodoviário: a disponibilidade de infraestrutura.

Os postos serão operados pela GarageLog, empresa do Grupo TransJordano que já atua com pátios compartilhados e abastecimento para transportadores. Segundo a companhia, somente a unidade de Cubatão recebe mais de 300 veículos por dia.

“Nenhum embarcador consegue reduzir as emissões do seu transporte se não houver onde abastecer. Por isso, o Corredor Verde nasce aberto: ele não é só da TransJordano, é do setor”, afirma João Bessa, presidente da TransJordano.

A Scania fornecerá os caminhões e a Ultragaz será responsável pelo biometano. Com a frota completa, a expectativa é que os veículos percorram cerca de 5,5 milhões de quilômetros por ano utilizando o combustível renovável em substituição ao diesel. O volume corresponde, segundo a empresa, a aproximadamente 17% da quilometragem anual percorrida pela frota da TransJordano.

De acordo com verificação realizada pelo Bureau Veritas e divulgada pela transportadora, o projeto poderá evitar 6.486 toneladas de CO₂ equivalente por ano, redução estimada em 96% na comparação com a mesma operação realizada com caminhões a diesel.

Agência Transporte Moderno