Preço do milho cai 3,82porcento em Mato Grosso em outubro
Avanço da soja reduz preocupações com a janela do milho
O preço do milho disponível em Mato Grosso recuou em outubro de 2026, após duas altas mensais consecutivas, enquanto as cotações em Chicago também registraram queda. Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço médio parcial do cereal no estado caiu 3,82% até 23 de outubro, na comparação com setembro, influenciado pelo menor ritmo de negociações e pelo avanço da semeadura da soja.
Depois de registrar altas de 7,22% em agosto e de 10,18% em setembro, o preço do milho disponível em Mato Grosso perdeu força em outubro. Até 23 de outubro, a média mensal ficou em R$ 46,66 por saca, queda de 3,82% em relação ao mês anterior.
Segundo o Imea, o movimento está relacionado ao menor ritmo das negociações e ao avanço da semeadura da soja. Com o progresso dos trabalhos no campo, diminuem as preocupações com possíveis atrasos no plantio da oleaginosa e com o comprometimento da janela ideal para a segunda safra de milho. Na semana de 19 a 23 de outubro, o preço médio do milho disponível no estado ficou em R$ 44,99 por saca, recuo semanal de 3,24%.
As altas registradas em agosto e setembro haviam sido impulsionadas pelo maior apetite comprador e pelo receio de que atrasos na semeadura da soja prejudicassem o calendário agrícola. O avanço do plantio da oleaginosa, porém, favorece a expectativa de implantação do milho dentro da janela ideal. Esse cenário reduz as preocupações relacionadas ao calendário e contribui para a perda de sustentação dos preços no mercado mato-grossense.

No mercado internacional, as cotações do milho acompanharam o movimento de baixa. Segundo dados divulgados pelo Imea, os contratos negociados em Chicago registraram recuo semanal de 3,75%, com preço médio de US$ 4,61 por bushel entre 19 e 23 de outubro.
Nos Estados Unidos, o avanço da colheita e a perspectiva de uma produção que pode ser a segunda maior da história reforçam as expectativas de maior oferta do cereal. A combinação com estoques de passagem elevados aumenta a disponibilidade esperada no mercado e pressiona as cotações internacionais, acompanhando o movimento observado em Mato Grosso.











