Boi gordo mantém preços estáveis em São Paulo

Exportações de carne bovina recuam no ritmo diário

Boi gordo mantém preços estáveis em São Paulo
ilustrativa

O mercado do boi gordo iniciou a terça-feira sem alterações nas cotações em São Paulo, em meio à participação reduzida de compradores e à oferta enxuta de animais. Segundo análise do informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, o cenário foi diferente em parte do Pará, onde os preços do boi gordo e do “boi China” subiram nas regiões de Marabá e Redenção. No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram queda no ritmo diário dos embarques em outubro, mas alta no preço médio por tonelada.

O mercado paulista abriu a terça-feira com as cotações do boi gordo sem mudanças. Parte das indústrias frigoríficas estava fora das compras, enquanto outra parcela aguardava melhores condições para retomar as negociações.

A oferta de bovinos permanecia enxuta. Em média, as escalas de abate atendiam a oito dias, embora alguns frigoríficos contassem com programações mais alongadas, de até duas semanas. Com escalas mais confortáveis, esses compradores ofertavam preços abaixo das referências de mercado, mas quase não concretizavam negócios.

No Pará, a oferta restrita de bovinos também influenciava as negociações. Segundo análise do informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, os vendedores seguravam os lotes à espera de preços melhores. Nas regiões de Marabá e Redenção, a cotação do boi gordo subiu R$ 4,00 por arroba, enquanto a do “boi China” avançou R$ 3,00 por arroba. Os preços das fêmeas permaneceram estáveis. Já na região de Paragominas, as cotações não registraram alterações.

Até a quarta semana de outubro, o Brasil exportou 154,5 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária dos embarques ficou em 9,7 mil toneladas, volume 33,7% inferior ao registrado em outubro de 2025, quando a média era de 14,6 mil toneladas por dia.

Apesar da redução no ritmo diário, o preço médio da tonelada exportada alcançou US$ 6,3 mil, alta de 13,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a cotação era de US$ 5,5 mil. Os números indicam um cenário de menor volume médio diário embarcado, mas com valorização do produto no mercado internacional.

Até o período analisado, haviam transcorrido 16 dias úteis de outubro, o equivalente a 72,7% dos 22 dias úteis registrados em outubro de 2025. O volume embarcado até então correspondia a 48,2% das 320,5 mil toneladas exportadas durante todo o mês de outubro do ano passado. O faturamento alcançou US$ 971 milhões, equivalente a 54,7% dos US$ 1,78 bilhão registrados em outubro de 2025. Os dados mostram que, até a quarta semana do mês, o valor acumulado das exportações representava uma parcela maior do resultado mensal de 2025 do que o volume embarcado, em um cenário de preço médio por tonelada mais elevado.