Frango mais barato depois do Natal? Entenda o que pode fazer o preço cair em 2027
Caso de Newcastle em Santa Catarina provocou restrições às exportações e pode aumentar a oferta de carne de frango no mercado brasileiro no início do próximo ano.
O preço da carne de frango no Brasil pode sofrer pressão de queda no início de 2027, caso as restrições às exportações provocadas pela confirmação de um caso da doença de Newcastle em Santa Catarina permaneçam em vigor. A avaliação é do Itaú BBA, que aponta o aumento da produção nacional e a possibilidade de acúmulo de estoques como fatores de risco para o mercado.
O alerta ocorre após a identificação da doença em uma granja comercial de perus no município de Nova Itaberaba, no oeste catarinense. A confirmação levou países importadores a suspender temporariamente a compra de produtos avícolas de determinadas regiões do Brasil, dificultando o escoamento da produção destinada ao exterior.
Segundo análise do Itaú BBA, divulgada pela CNN Brasil, os efeitos sobre o setor avícola nacional devem ser limitados, mas podem atingir com maior intensidade os produtores e frigoríficos de Santa Catarina, segundo maior produtor de carne de frango do país.
O estado destina aproximadamente 63% de sua produção ao mercado externo. Em 2025, foram produzidas cerca de 1,9 milhão de toneladas de carne de frango, o equivalente a 13,4% da produção brasileira. Desse total, 1,2 milhão de toneladas foram exportadas, gerando uma receita de US$ 2,45 bilhões.
Restrições comerciais preocupam o setor
Após a confirmação do foco de Newcastle, diferentes países adotaram medidas de restrição às importações brasileiras.
A China suspendeu as compras de 14 unidades frigoríficas de Santa Catarina, entre as 61 plantas brasileiras habilitadas a exportar para o país. Arábia Saudita e Chile também estabeleceram restrições direcionadas ao estado, enquanto México e Malásia suspenderam as importações de carne de frango de todo o Brasil.
Para o Itaú BBA, o principal fator que determinará os impactos econômicos será o tempo necessário para a retomada das exportações.
Caso os embarques permaneçam suspensos por um período prolongado, parte da carne que seria enviada ao exterior poderá ser comercializada no mercado brasileiro ou mantida em estoques, aumentando os custos de armazenamento para frigoríficos e cooperativas.
Com maior quantidade de produto disponível internamente, as empresas poderão precisar reduzir os preços para acelerar as vendas, especialmente se o consumo não acompanhar o crescimento da oferta.
Produção brasileira de frango segue em crescimento
O cenário preocupa porque a produção de carne de frango no Brasil já apresenta expansão em 2026.
Entre janeiro e setembro, os abates de aves cresceram 3,7%, enquanto o volume de carne produzido aumentou 6,2%, conforme os dados apresentados no relatório do Itaú BBA. Para o fechamento do ano, a expectativa é de crescimento próximo de 6% na produção nacional.
A combinação entre maior produção e dificuldades nas exportações pode ampliar a disponibilidade de carne no país.
Esse movimento ganha importância no primeiro trimestre de 2027, período em que o consumo doméstico de carne de frango costuma apresentar redução sazonal.
Se as restrições comerciais continuarem e os frigoríficos não conseguirem redirecionar os embarques para outros países, o excesso de oferta poderá provocar queda nas cotações da proteína.

Apesar desse risco, o banco ressalta que o comportamento dos preços dependerá também da demanda interna, da quantidade de carne armazenada e da velocidade de reabertura dos mercados internacionais.
Impactos podem chegar aos produtores de milho e soja
Os possíveis efeitos da doença de Newcastle não se limitam à comercialização de carne de frango. A cadeia de produção de grãos também pode ser afetada, especialmente os mercados de milho e farelo de soja, utilizados na fabricação de ração para aves.
Caso frigoríficos reduzam o ritmo de abates e os alojamentos de animais em razão das dificuldades comerciais, a demanda por esses insumos poderá diminuir nas regiões mais afetadas.
O movimento pode representar um fator adicional de atenção para produtores de grãos de estados como o Tocantins, que participam do abastecimento da cadeia de alimentação animal. No entanto, a intensidade de eventuais reflexos dependerá da duração dos embargos e dos ajustes realizados pela indústria avícola.
Reabertura de mercados será decisiva
Apesar das incertezas, o Itaú BBA considera que os efeitos gerais sobre a avicultura brasileira tendem a ser limitados, desde que não sejam identificados novos focos da doença e que as restrições comerciais sejam retiradas gradualmente.
A possibilidade de direcionar a produção para outros países pode ajudar a reduzir os prejuízos, embora essa alternativa envolva renegociação de contratos, mudanças logísticas e custos adicionais de armazenamento.
O desempenho das exportações brasileiras será um dos principais fatores a serem acompanhados nos próximos meses. Entre janeiro e setembro de 2026, a China respondeu por aproximadamente 10% dos embarques nacionais de carne de frango, enquanto a Arábia Saudita representou cerca de 8%.
O preço da carne de frango no Brasil pode sofrer pressão de queda no início de 2027, caso as restrições às exportações provocadas pela confirmação de um caso da doença de Newcastle em Santa Catarina permaneçam em vigor. A avaliação é do Itaú BBA, que aponta o aumento da produção nacional e a possibilidade de acúmulo de estoques como fatores de risco para o mercado. LEIA TAMBÉM Preços dos ovos caem e doença em granja de perus chama atenção antes do Natal Após foco de Newcastle, governo conclui despovoamento de granja e mantém restrições sanitárias em SC O alerta ocorre após a identificação da doença em uma granja comercial de perus no município de Nova Itaberaba, no oeste catarinense. A confirmação levou países importadores a suspender temporariamente a compra de produtos avícolas de determinadas regiões do Brasil, dificultando o escoamento da produção destinada ao exterior. Segundo análise do Itaú BBA, divulgada pela CNN Brasil, os efeitos sobre o setor avícola nacional devem ser limitados, mas podem atingir com maior intensidade os produtores e frigoríficos de Santa Catarina, segundo maior produtor de carne de frango do país. O estado destina aproximadamente 63% de sua produção ao mercado externo. Em 2025, foram produzidas cerca de 1,9 milhão de toneladas de carne de frango, o equivalente a 13,4% da produção brasileira. Desse total, 1,2 milhão de toneladas foram exportadas, gerando uma receita de US$ 2,45 bilhões. Restrições comerciais preocupam o setor Após a confirmação do foco de Newcastle, diferentes países adotaram medidas de restrição às importações brasileiras. A China suspendeu as compras de 14 unidades frigoríficas de Santa Catarina, entre as 61 plantas brasileiras habilitadas a exportar para o país. Arábia Saudita e Chile também estabeleceram restrições direcionadas ao estado, enquanto México e Malásia suspenderam as importações de carne de frango de todo o Brasil. Para o Itaú BBA, o principal fator que determinará os impactos econômicos será o tempo necessário para a retomada das exportações. Caso os embarques permaneçam suspensos por um período prolongado, parte da carne que seria enviada ao exterior poderá ser comercializada no mercado brasileiro ou mantida em estoques, aumentando os custos de armazenamento para frigoríficos e cooperativas. Com maior quantidade de produto disponível internamente, as empresas poderão precisar reduzir os preços para acelerar as vendas, especialmente se o consumo não acompanhar o crescimento da oferta. Produção brasileira de frango segue em crescimento O cenário preocupa porque a produção de carne de frango no Brasil já apresenta expansão em 2026. Entre janeiro e setembro, os abates de aves cresceram 3,7%, enquanto o volume de carne produzido aumentou 6,2%, conforme os dados apresentados no relatório do Itaú BBA. Para o fechamento do ano, a expectativa é de crescimento próximo de 6% na produção nacional. A combinação entre maior produção e dificuldades nas exportações pode ampliar a disponibilidade de carne no país. Esse movimento ganha importância no primeiro trimestre de 2027, período em que o consumo doméstico de carne de frango costuma apresentar redução sazonal. Se as restrições comerciais continuarem e os frigoríficos não conseguirem redirecionar os embarques para outros países, o excesso de oferta poderá provocar queda nas cotações da proteína. Apesar desse risco, o banco ressalta que o comportamento dos preços dependerá também da demanda interna, da quantidade de carne armazenada e da velocidade de reabertura dos mercados internacionais. Impactos podem chegar aos produtores de milho e soja Os possíveis efeitos da doença de Newcastle não se limitam à comercialização de carne de frango. A cadeia de produção de grãos também pode ser afetada, especialmente os mercados de milho e farelo de soja, utilizados na fabricação de ração para aves. Caso frigoríficos reduzam o ritmo de abates e os alojamentos de animais em razão das dificuldades comerciais, a demanda por esses insumos poderá diminuir nas regiões mais afetadas. O movimento pode representar um fator adicional de atenção para produtores de grãos de estados como o Tocantins, que participam do abastecimento da cadeia de alimentação animal. No entanto, a intensidade de eventuais reflexos dependerá da duração dos embargos e dos ajustes realizados pela indústria avícola. Reabertura de mercados será decisiva Apesar das incertezas, o Itaú BBA considera que os efeitos gerais sobre a avicultura brasileira tendem a ser limitados, desde que não sejam identificados novos focos da doença e que as restrições comerciais sejam retiradas gradualmente. A possibilidade de direcionar a produção para outros países pode ajudar a reduzir os prejuízos, embora essa alternativa envolva renegociação de contratos, mudanças logísticas e custos adicionais de armazenamento. O desempenho das exportações brasileiras será um dos principais fatores a serem acompanhados nos próximos meses. Entre janeiro e setembro de 2026, a China respondeu por aproximadamente 10% dos embarques nacionais de carne de frango, enquanto a Arábia Saudita representou cerca de 8%. Para o setor, a velocidade de normalização das vendas externas será fundamental para evitar o acúmulo de estoques e uma pressão mais intensa sobre os preços no mercado brasileiro no início de 2027. Com informações do relatório do Itaú BBA.
Para o setor, a velocidade de normalização das vendas externas será fundamental para evitar o acúmulo de estoques e uma pressão mais intensa sobre os preços no mercado brasileiro no início de 2027.
Com informações do relatório do Itaú BBA.











