Carne bovina da Argentina supera em US$ 1.000 o preço obtido pelo Brasil no exterior
m agosto/26, a proteína in natura argentina atingiu valor médio de US$ 7.114/t no mercado internacional, 15,4porcento acima da cotação média de exportação do produto brasileiro, de US$ 6.166/t
O preço médio de exportação de carne bovina in natura da Argentina tem registrado avanços significativos ao longo de 2026, bem superiores aos observados para a carne bovina brasileira no mesmo período.
Em agosto/26, a carne bovina resfriada e congelada exportada pela Argentina atingiu um valor médio de US$ 7.114 por tonelada, 28,5% acima do preço médio alcançado em igual mês de 2025, de US$ 5.537 por tonelada, de acordo com dados do Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas (ABC).
Por sua vez, a cotação média da carne bovina in natura embarcada pelo Brasil em agosto/26 ficou em US$ 6.166/tonelada, com acréscimo de 10,1% em relação ao resultado médio de agosto/25, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Portanto, na comparação entre os preços obtidos pelos dois países no mercado internacional de carne bovina, os frigoríficos argentinos recebem 15,4% (ou quase US$ 1.000/tonelada a mais) pela mercadoria exportada.
Ambos os países têm, historicamente, a China como o principal comprador mundial de carne bovina.
Em agosto/26, a China pagou, em média, US$ 5.960 pela tonelada da carne in natura argentina, enquanto o Brasil recebeu US$ 5.725/tonelada.
Segundo o Consórcio ABC, ao longo de 2025, iniciou-se uma recuperação gradual nos preços da carne bovina argentina, que levou a um pico de quase US$ 7.300 por tonelada em maio de 2026.
No entanto, após o pico de aproximadamente US$ 6.300 por tonelada registrado em abril de 2022, os valores iniciaram uma tendência de queda até atingirem um patamar mínimo próximo a US$ 3.740 em meados de 2024.
Dados gerais
Em agosto/26, a Argentina embarcou 72.900 toneladas de carne bovina resfriada e congelada, totalizando um valor próximo a US$ 518,4 milhões, segundo dados do Consórcio ABC.
Em relação a agosto de 2025, os embarques cresceram apenas 0,4%, mas a receita em divisas aumentou 29,1%, refletindo justamente a forte recuperação dos preços internacionais da carne argentina.

China concentra seis em cada dez toneladas
A China mantém uma participação determinante no comércio exterior de carne bovina argentina.
Durante o mês de agosto, foram enviadas ao país asiático 18.100 toneladas de carne com osso e ossos bovinos provenientes da desossa; no total, a China concentrou 59,1% dos volumes exportados no último mês.
Acumulado de 2026
Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações de carne bovina resfriada e congelada da Argentina totalizaram 476.700 toneladas, gerando receita de US$ 3.290,8 milhões. Em comparação com os primeiros oito meses de 2025, os volumes cresceram 5,9%, enquanto o valor obtido aumentou 39,8%.












