Exportações da bovinocultura do Pará superam US$ 1,1 bilhão no 1º semestre de 2026
O resultado representa quase 40porcento do valor total exportado pelo agronegócio paraense no período, informa o Sistema Faepa/Senar
Dados consolidados pelo Observatório do Agro do Pará, do Sistema Faepa/Senar, elaborado com dados do Mapa/Agrostat, mostram que a bovinocultura e seus derivados movimentaram US$ 1,117 bilhão em exportações no Pará durante o primeiro semestre de 2026, um crescimento de 36,4% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa quase 40% do valor total exportado pelo agronegócio paraense no período.
O Pará continua sendo destaque nacional nas exportações de bovinos vivos, representando 53,68% dos animais, 56,22% do volume e 52,42% do valor exportados pelo Brasil. No primeiro semestre de 2026, foram 363,93 mil animais embarcados para o exterior, totalizando 160,55 mil toneladas e US$ 438,80 milhões; em relação ao mesmo período de 2025, os resultados representaram crescimento de 15,8% no número de animais, 27,5% no volume e 51,7% no valor exportado.

No primeiro semestre de 2026, o Pará exportou 115,24 mil toneladas de carne bovina, gerando US$ 655,61 milhões, colocando o estado na 7ª posição nacional em valor e volume exportados. Frente ao mesmo período de 2025, o volume cresceu 9,7% e o valor avançou 30,4%, indicando aumento do valor médio obtido por tonelada e crescimento do valor exportado pelo segmento.

Segundo o relatório do Observatório do Agro do Pará, os dois principais segmentos da bovinocultura exportadora paraense apresentam perfis comerciais distintos. Os bovinos vivos foram destinados a 11 mercados, com maior equilíbrio entre os principais compradores.
Já a carne bovina alcançou aproximadamente 68 destinos com valor exportado positivo no 1º semestre de 2026, porém com forte concentração das receitas no mercado chinês.
“Os bovinos vivos apresentam concentração regional no Oriente Médio e no Norte da África, mas com distribuição relativamente equilibrada entre Iraque, Marrocos e Egito. Na carne bovina, a ampla presença geográfica não elimina a dependência da China, responsável por mais de três quartos da receita. A diversificação de mercados e a ampliação de mercados com maior valor médio de exportação constituem pontos centrais para reduzir riscos comerciais e fortalecer a resiliência exportadora da cadeia”, relata o documento.
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Fonte: Ascom Sistema Faepa/Senar












