Boi gordo: pressão de baixa começa a perder força nas praças brasileiras

A Agrifatto apurou valorização nos preços da arroba em 9 das 17 regiões monitoradas diariamente: SP, BA, GO, MG, MS, PA, PR, SC e TO; confira as cotações.

Boi gordo: pressão de baixa começa a perder força nas praças brasileiras
ilustrativa

Nesta quinta-feira (16/7), a pressão de baixa começou a perder força no mercado brasileiro do boi gordo, informa a Agrifatto, que até identificou altas moderadas nos preços da arroba em algumas importantes praças do País.

Em São Paulo, conforme os dados da consultoria, as cotações do animal sem padrão-exportação e do “boi-China” avançaram R$ 5/@ nesta quinta-feira, para R$ 335/@, no prazo (porém, ainda sem o registro de ágio para o bovino com perfil para atender o mercado chinês).

“Das 17 praças acompanhadas diariamente, 9 registraram valorização na arroba (SP, BA, GO, MG, MS, PA, PR, SC e TO)”, destaca a consultoria. Nas demais regiões (AC, AL, ES, MA, MT, RJ, RO e RS), os preços ficaram estáveis, acrescenta.

Oferta restrita de animais prontos para o abate

Segundo os analistas da Agrifatto, mesmo diante da suspensão temporária dos embarques de carne bovina para a China – devido ao iminente esgotamento da cota de salvaguarda chinesa – e de uma demanda doméstica ainda em estado de dormência, a oferta restrita de animais terminados neste período de entressafra tem inibido a pressão de baixa. No entanto, diz a consultoria, apesar do ambiente mais favorável às cotações do boi gordo, as negociações continuam lentas, com baixa liquidez no mercado físico.

“Parte dos frigoríficos brasileiros permanece afastada das compras e, entre os que seguem ativos, ainda prevalece a tentativa de originar boiadas abaixo das referências, mantendo a queda de braços entre vendedores e compradores”, relata a Agrifatto.

Dados da Scot: cotações andam de lado

Pelo levantamento desta quinta-feira da Scot, que utiliza metodologia de apuração dos preços diferente do modelo da Agrifatto, as cotações do boi gordo andaram de lado na maioria das mais de 30 praças monitoradas diariamente pela consultoria.

“Os pecuaristas resistem às ofertas de compra a preços menores e restringem a comercialização dos lotes”, dizem os analistas da Scot, acrescentando: “A estratégia é aguardar oportunidades de venda a preços melhores, reduzindo a fluidez dos negócios e deixando o mercado em compasso de espera”.

Com isso, segundo os dados da Scot, o boi gordo direcionado ao mercado doméstico de São Paulo segue cotado em R$ 330/@, o “boi-China” em R$ 333/@, a vaca gorda em R$ 310/@ e a novilha terminada em R$ 322/@ (valores brutos, no prazo).

Preços futuros do boi gordo voltam a subir

No mercado futuro, os contratos do boi gordo subiram novamente no pregão de quarta-feira (15/7) da B3, repetindo o mesmo comportamento registrado nas duas sessões anteriores.

O destaque ficou para o papel com vencimento em agosto/26, que encerrou o dia cotado a R$ 345/@, com valorização de 1,43% em relação ao fechamento anterior.